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TSE aprova federação partidária e Fábio Gonçalves assume comando da nova aliança em Rondônia

Decisão oficializa união entre Solidariedade e PRD e consolida novo arranjo político no estado com foco nas eleições de 2026.

O tabuleiro político de Rondônia acabou de ganhar uma nova e decisiva configuração. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quinta –feira (4), a criação da Federação Renovação Solidária, formada pelos partidos Solidariedade e Partido da Renovação Democrática (PRD), e oficializou Fábio Gonçalves no comando da nova aliança no estado. Irmão do vice-governador Sérgio Gonçalves e do ex-chefe da Casa Civil Júnior Gonçalves, ele assume a presidência em um momento estratégico, que já projeta os primeiros movimentos rumo às eleições de 2026.

A decisão, além de validar juridicamente a federação, consolida um novo bloco político no estado e sinaliza mudanças estratégicas no cenário eleitoral para os próximos anos, especialmente com foco nas eleições de 2026, quando diversos cargos estarão em disputa.

Como funciona a federação partidária

A federação partidária permite que duas ou mais siglas atuem como uma só por pelo menos quatro anos, compartilhando decisões nacionais, estaduais e municipais, votos no Congresso, tempo de propaganda, fundo eleitoral e diretrizes políticas. Diferente das coligações tradicionais, a aliança tem caráter permanente durante todo o período de vigência.

Com a aprovação pelo TSE, Solidariedade e PRD passam a funcionar como uma única legenda em todo o país, fortalecendo a atuação institucional e ampliando o poder de articulação política nos estados.

Novo comando no estado

Em Rondônia, a presidência da federação ficará sob responsabilidade de Fábio Gonçalves. Ele passa a coordenar as articulações políticas da nova aliança, incluindo a construção de chapas para as disputas proporcionais e majoritárias.

A mudança no comando também simboliza o fortalecimento do grupo político ligado ao vice-governador Sérgio Gonçalves, que vem ampliando sua presença nos bastidores do poder estadual e se consolidando como um dos principais nomes do atual cenário político.

Bastidores e disputas internas

Antes da oficialização, a federação foi alvo de disputas internas pelo controle do PRD em Rondônia. O ex-deputado federal Nilton Capixaba, histórico dirigente do antigo PTB no estado, tentou manter influência sobre a legenda, mas perdeu espaço após mudanças nacionais na estrutura partidária.

Com a nova configuração, o grupo de Capixaba, que também enfrenta inelegibilidade decorrente de condenações judiciais, deixou de exercer qualquer protagonismo na condução do partido no estado.

Articulações para 2026

Nos bastidores, Fábio Gonçalves já iniciou uma série de conversas com prefeitos, vereadores e lideranças regionais com o objetivo de montar chapas competitivas para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados. A estratégia envolve a formação de uma base sólida para ampliar a representatividade da federação nas eleições de 2026.

Há ainda expectativa de alinhamento com o União Brasil, que integra, em âmbito nacional, a chamada União Progressista, federação que reúne grandes forças políticas e dispõe de um dos maiores fundos eleitorais do país.

Com a federação oficialmente instituída e sob novo comando em Rondônia, o cenário político entra em uma fase de reorganização que deve influenciar diretamente a construção de candidaturas, alianças e estratégias para os próximos anos. A movimentação já em curso nos bastidores indica que as decisões tomadas a partir de agora terão peso determinante na configuração das forças políticas que disputarão o futuro do estado em 2026.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Juan Pantoja

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