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A conta vai pesar mais no fim do mês: novas tarifas da Energisa Rondônia entram em vigor no dia 13

Reajuste aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) atinge quase 730 mil unidades consumidoras em Rondônia; o impacto pode ser sentido já na próxima fatura.

Sabe aquela sensação de abrir a conta de luz e segurar a respiração? Pois prepare-se: a partir do dia 13 de dezembro, a luz vai custar mais caro para milhares de famílias e empresas em Rondônia. A notícia traz apreensão, especialmente em um momento em que as contas domésticas já pesam no orçamento.

O que muda

A ANEEL aprovou, no dia 9 de dezembro, o reajuste tarifário anual da Energisa Rondônia: que atende cerca de 729 mil unidades consumidoras espalhadas pelos 52 municípios do estado. 

Para residências (classe B1), o aumento será de 14,64%. 

Considerando todas as categorias de consumo, o impacto médio será de 15,72%. No caso de consumidores em alta tensão (grandes indústrias, empresas maiores etc.), o reajuste chega a 18,49%. Para baixa tensão, que inclui residências, pequenos comércios e outros, o aumento será em torno de 15,01%.

Por que a conta subiu

Segundo a ANEEL, o reajuste não é aleatório: ele reflete custos reais de aquisição, transmissão e distribuição de energia, somados a encargos setoriais e componentes financeiros referentes ao processo tarifário anterior.

Além disso, no mesmo processo foi aprovada uma Revisão Tarifária Extraordinária (RTE). Neste ano, a RTE incorpora um efeito financeiro de cerca de R$ 57 milhões: responsável por um impacto extra de 2,15% no reajuste. O restante desse ajuste ficará para ser diluído em revisões futuras, para evitar um “salto brusco” em um único reajuste. 

O que isso representa no dia a dia

Para o consumidor comum, significa mais cuidado ao ligar o ar-condicionado, utilizar eletrodomésticos ou manter aparelhos elétricos ligados por longos períodos; tudo fará diferença na fatura. E para quem já sente o peso das despesas domésticas, cada aumento tem o potencial de apertar ainda mais o orçamento.

Para empresas e indústrias que consomem em alta tensão, o impacto também será significativo e poderá repercutir para o consumidor final de bens e serviços.

Reflexão: o custo da energia que mantém a cidade funcionando

Em um estado como Rondônia, onde a energia elétrica move lares, negócios, escolas, hospitais, é inevitável pensar no quanto uma medida como essa influencia diretamente a vida das pessoas. Não é apenas um número na fatura; é o custo de manter a geladeira ligada, os estudos dos filhos, o conforto em dias quentes, o funcionamento de pequenos comércios, a vida da comunidade.

Por isso, é hora de olhar com atenção: revisar hábitos de consumo, buscar alternativas de economia e, quem sabe, pressionar por políticas públicas ou incentivos que aliviem o peso da conta de luz. E também de ter empatia: muitas famílias vão sentir esse reajuste.

Que, diante deste aumento, possamos juntos buscar soluções, não só para reduzir o impacto no bolso, mas para tornar o acesso à energia mais justo, consciente e sustentável.

Texto: Daniela castelo Branco

Foto: Divulgação

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