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Deputado denuncia que comandante da PM teria sido flagrado em blitz da Lei Seca com carro cautelado

Pronunciamento na Assembleia Legislativa reacende debate sobre conduta, autoridade e responsabilidade no comando da Polícia Militar.

Quando a linha que separa autoridade e exemplo parece se romper, o impacto vai além do plenário e alcança a confiança da sociedade. Foi com esse tom de indignação e preocupação que denúncias envolvendo o comandante-geral da Polícia Militar de Rondônia ganharam força publicamente nesta semana, trazendo à tona questionamentos que mexem com a credibilidade das instituições de segurança.

Durante a sessão da Assembleia Legislativa realizada na segunda-feira (29), o deputado estadual Ismael Crispin (MDB) afirmou que o comandante-geral da PM, coronel Regis Braguin, teria sido flagrado em uma blitz da Lei Seca. Segundo o parlamentar, o episódio, que já circulava de forma informal nos bastidores, teria ocorrido em Porto Velho e envolvido a condução de um veículo cautelado da própria Polícia Militar.

Denúncia aponta liberação em blitz e pedido de exoneração

Em discurso na tribuna, Ismael Crispin relatou que, após ser abordado, o próprio comandante teria se liberado da fiscalização. O deputado foi além e afirmou que o coronel estaria alcoolizado no momento da abordagem, o que, para ele, torna a situação ainda mais grave.

“Acredito que o governador Marcos Rocha, sensato e cuidadoso, ao chegar, precisa dar uma nova direção ao comando da Polícia Militar”, declarou o parlamentar, ao pedir oficialmente a exoneração de Regis Braguin do cargo.

Outros parlamentares reforçam cobranças

Na sequência, o deputado Delegado Camargo (Republicanos) também se manifestou, cobrando a demissão do comandante. Ele afirmou que há um Boletim de Ocorrência registrado contra o coronel por violência contra a mulher, informação que já havia sido mencionada por Crispin durante seu pronunciamento.

Para Camargo, os fatos relatados comprometem a imagem da corporação e exigem uma resposta firme do Executivo estadual.

Deputadas classificam situação como insustentável

As deputadas Ieda Chaves (União Brasil) e Dra Taíssa (PSC) também usaram a tribuna para se posicionar. Ambas defenderam a exoneração do comandante-geral da PM, alegando que a permanência de Regis Braguin no cargo se tornou insustentável diante das denúncias e do desgaste institucional gerado.

Os discursos reforçaram o clima de pressão sobre o governo estadual para que haja uma decisão rápida e transparente.

Espaço aberto e legado reconhecido

Até o momento, o coronel Regis Braguin não se manifestou oficialmente sobre as acusações. O espaço segue aberto para qualquer posicionamento. Também é inegável que, durante sua gestão, houve avanços no enfrentamento à violência, com redução de índices criminais em Porto Velho.

Ainda assim, o episódio escancara um dilema delicado: o equilíbrio entre resultados operacionais e a necessidade de conduta irrepreensível por parte de quem ocupa cargos de comando. Em tempos de cobrança por ética e coerência, a sociedade observa, atenta, quais rumos serão tomados e que mensagem será deixada para dentro e fora da corporação.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Blog Entrelinhas

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