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Governador deverá escolher novo conselheiro do TCE-RO após morte de Valdivino Crispim

Indicação técnica ganha relevo e abre espaço para reflexão sobre legado e controle dos recursos públicos

Na madrugada da última segunda-feira (29), Rondônia perdeu uma voz firme na fiscalização do uso do dinheiro público: o conselheiro Valdivino Crispim de Souza, que atuava no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO) há quase duas décadas. A tristeza pela partida dele ecoa nos corredores do poder e traz à tona uma responsabilidade que vai além de nomes e cargos: é sobre quem estará à frente da missão de zelar pela transparência e pela qualidade de vida da população. 

Agora, com o coração ainda pesado pela ausência de Crispim, o governador Marcos Rocha precisa eleger o nome que ocupará essa cadeira tão crucial na Corte de Contas. 

Trajetória e papel do TCE-RO

O TCE-RO é formado por sete conselheiros e tem papel fundamental na fiscalização das contas públicas do Estado, atuando como guardião dos recursos que deveriam beneficiar toda a população.  A vaga agora em aberto pertencia ao quinto constitucional do Poder Executivo:  a mesma pela qual Valdivino foi indicado em 2006, no governo de Ivo Cassol. 

Pelo critério adotado nos últimos anos, a indicação da pessoa que ocupará essa posição deve seguir o perfil e a origem da vaga anterior. Isso reforça a tendência de que o novo conselheiro seja escolhido entre os auditores de carreira do próprio Tribunal, profissionais técnicos que já conhecem o funcionamento da Corte e atuam diretamente nas atividades de fiscalização e julgamento de processos. 

A escolha e seus desdobramentos

A expectativa é que o nome a ser indicado pelo governador esteja entre os auditores do TCE, também conhecidos como conselheiros substitutos: figuras que representam não apenas experiência, mas também um compromisso técnico com a gestão pública. Após a escolha do governador, o candidato passará por sabatina e votação na Assembleia Legislativa de Rondônia, etapa prevista em lei e essencial para garantir legitimidade e equilíbrio institucional. 

Embora o processo seja disciplinado por normas internas, ele acontece em um momento sensível, tanto institucional quanto politicamente. A escolha de quem vai ocupar esse assento influencia diretamente a forma como o controle externo será exercido nos próximos anos e como as políticas públicas serão acompanhadas em sua execução.

Perder um conselheiro respeitado como Valdivino Crispim é mais do que uma notícia política: é um lembrete de que instituições são feitas de pessoas que dedicam suas vidas ao bem comum. Agora, diante da responsabilidade de nomear um novo integrante do TCE-RO, é preciso olhar além das articulações e enxergar o impacto que essa decisão terá sobre a vida de milhões de rondonienses. Que a escolha reflita não apenas critérios técnicos e institucionais, mas também o desejo coletivo de um futuro mais transparente, justo e humano.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Reprodução

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