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EUA ampliam sanções e miram ligação entre Venezuela e Irã no comércio de drones

Departamento do Tesouro inclui pessoas e empresas dos dois países por envolvimento com produção e circulação de armas.

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (30) novas sanções contra pessoas e entidades ligadas à Venezuela e ao Irã, em meio ao endurecimento da política americana contra o comércio internacional de armas. Ao todo, dez nomes passaram a integrar a lista de sanções do Departamento do Tesouro.

Entre os alvos está a EANSA (Empresa Aeronáutica Nacional S.A.), com sede na Venezuela, e seu presidente, José Jesús Urdaneta. Segundo o governo americano, a empresa teve papel ativo no comércio e na produção de veículos aéreos não tripulados (VANTs), conhecidos como drones, envolvendo interesses iranianos e venezuelanos.

De acordo com o comunicado oficial, Urdaneta teria atuado em nome da EANSA na coordenação com integrantes das Forças Armadas da Venezuela e do Irã para viabilizar a produção de drones em território venezuelano. Para o Tesouro americano, essa atuação fortalece o complexo militar-industrial iraniano e amplia a capacidade operacional de aliados estratégicos do regime de Teerã.

“Continuaremos a tomar medidas rápidas para impedir que aqueles que facilitam o acesso do complexo militar-industrial do Irã ao sistema financeiro dos Estados Unidos consigam operar livremente”, afirmou John Hurley, subsecretário do Departamento do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira.

Nos últimos meses, Washington tem intensificado a pressão sobre o governo venezuelano. Além das sanções econômicas, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no sul do Caribe e ampliaram medidas punitivas contra familiares e aliados próximos do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

A nova rodada de sanções reforça a estratégia americana de conter alianças consideradas hostis e limitar o avanço de tecnologias militares, especialmente no contexto das tensões no Oriente Médio.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Reuters

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