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MP denuncia 63 acusados de integrar facção criminosa armada em Rondônia

Investigações do Gaeco revelam atuação estruturada do grupo desde 2023, com líderes regionais, uso de armas de fogo e envolvimento de adolescentes.

Por trás de números expressivos, há uma realidade que preocupa e desafia diariamente o sistema de Justiça e a segurança pública em Rondônia. A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado revela a dimensão de uma facção criminosa armada que, segundo as investigações, vinha se expandindo de forma silenciosa, organizada e violenta, colocando em risco comunidades inteiras.

Na última terça-feira, 6 de janeiro de 2026, o MPRO, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, ofereceu denúncia contra 63 pessoas investigadas nas Operações Audácia I e Audácia VIII. As ações foram deflagradas em fevereiro de 2024 e dezembro de 2025, resultado de um trabalho integrado entre o Ministério Público e forças de segurança estaduais e federais.

Atuação criminosa estruturada e armada

As investigações reuniram elementos que apontam para a atuação contínua da facção criminosa ao menos desde 2023, com base predominante em Rondônia e ramificações em outros estados. O grupo é acusado de operar de forma organizada, com hierarquia definida, uso de armas de fogo e participação de adolescentes nas atividades criminosas.

Do total de denunciados, oito exerciam funções de liderança regional ou local em diferentes setores da organização criminosa. Outros dois também responderão por tráfico de drogas, o que reforça o caráter multifacetado das ações do grupo.

Da investigação à fase judicial

Todos os denunciados já se encontram presos preventivamente desde a deflagração da Operação Audácia VIII. Com o oferecimento da denúncia, o caso entra agora na fase judicial, que inclui a análise do recebimento pelo Judiciário, a citação dos acusados para apresentação de defesa inicial, a instrução processual e, por fim, o julgamento do mérito das acusações formuladas pelo Ministério Público.

Compromisso institucional

Em nota, o MPRO reafirmou seu compromisso com a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, destacando a importância do enfrentamento contínuo ao crime organizado como forma de garantir segurança e justiça à população.

Mais do que um avanço processual, a denúncia representa um recado claro de que o Estado segue atento e atuante diante da criminalidade organizada. Para a sociedade, fica a expectativa de que o trabalho rigoroso das instituições resulte não apenas em condenações, mas em mais tranquilidade, proteção e esperança de dias menos marcados pela violência.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Assessoria do MP/RO

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