Casal foi detido por embriaguez ao volante após colisão envolvendo carro e motocicleta durante a madrugada.
O que começou como uma madrugada comum terminou em tensão, sirenes e um casal algemado. Uma perseguição em alta velocidade pelas ruas da zona leste acabou em acidente, feridos e prisão, escancarando mais um episódio em que imprudência, álcool e conflito pessoal quase resultaram em uma tragédia maior.
O caso foi registrado na madrugada desta quarta-feira (21) e teve início na avenida Amazonas, seguindo pela rua Ananias Ferreira de Andrade. Segundo a ocorrência, um carro passou a perseguir uma motocicleta em alta velocidade, avançando vias preferenciais e colocando outros motoristas em risco.
Colisão durante perseguição
Durante o trajeto, um VW Parati, conduzido por uma dentista, conseguiu se aproximar da motocicleta Yamaha Fazer e atingiu a traseira do veículo. Com o impacto, o motociclista perdeu o controle e caiu sobre a via, sofrendo escoriações.
A motorista foi identificada como Andressa B.L.I., de 44 anos. Conforme o registro policial, ela desceu do carro em estado de forte exaltação, admitiu ter ingerido bebida alcoólica e afirmou que o motociclista ferido era seu próprio esposo.
Ferimentos e recusa de atendimento
O condutor da motocicleta, de 36 anos, apresentava escoriações no braço direito. O Corpo de Bombeiros foi acionado e orientou o encaminhamento do homem à UPA Leste, mas ele se recusou a receber atendimento médico.
No local, policiais solicitaram a realização do teste do bafômetro, que foi recusado tanto pela motorista quanto pelo motociclista.
Embriaguez constatada e irregularidades
Diante dos sinais visíveis de embriaguez, como odor etílico, fala alterada e comportamento agressivo, os policiais lavraram autos de constatação de alteração da capacidade psicomotora para ambos. Também foi verificado que tanto o carro quanto a motocicleta estavam com a documentação em atraso.
Além disso, Andressa apresentava uma escoriação no braço esquerdo e relatou ter sido agredida pelo companheiro momentos antes, quando os dois ainda estavam em um bar, pouco antes da perseguição.
Prisão e encaminhamento
Diante de todo o contexto, o casal recebeu voz de prisão e foi encaminhado ao Departamento de Flagrantes, onde o caso ficou à disposição da Justiça.
Mais do que um registro policial, o episódio deixa um alerta duro e necessário. Uma sequência de decisões impulsivas, somadas ao álcool e a conflitos pessoais, transformou uma madrugada em risco coletivo. Histórias assim reforçam que, no trânsito, segundos de descontrole podem custar muito mais do que uma prisão; podem custar vidas.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Rondoniagora













