Home / Esporte / Cruzeiro x São Paulo na final da Copinha reacende lembrança e clima de revanche

Cruzeiro x São Paulo na final da Copinha reacende lembrança e clima de revanche

Dezenove anos após decisão histórica, mineiros e paulistas voltam a se encontrar no Pacaembu em duelo que mistura passado, sonho e futuro.

O futebol de base também carrega memórias, cicatrizes e desejos guardados no tempo. Neste domingo (25), Cruzeiro e São Paulo voltam a se encontrar em uma final da Copinha, em um confronto que promete ir além do título de 2026. Em campo, estará a chance de escrever um novo capítulo de uma história iniciada há quase duas décadas.

A decisão acontece às 11h, na Mercado Livre Arena Pacaembu, palco que guarda lembranças marcantes para as duas torcidas. Foi ali, em 2007, que os clubes decidiram a competição pela única vez: com final dramático e destino cruel para um dos lados.

Final de 2007 ainda ecoa no Pacaembu

Naquela tarde de 25 de janeiro, Cruzeiro e São Paulo empataram por 1 a 1 no tempo normal. A Raposa saiu na frente com Ânderson, em chute de fora da área, mas o Tricolor reagiu no início do segundo tempo, com gol do atacante Thiago. O título foi decidido nos pênaltis, e o Cruzeiro venceu por 6 a 5.

O herói daquela final foi o goleiro Rafael, que defendeu a cobrança decisiva e garantiu o primeiro e até hoje único título do clube mineiro na Copinha. O detalhe curioso é que, quase 20 anos depois, Rafael agora defende justamente o São Paulo.

Revanche e busca por hegemonia

Para o Cruzeiro, a final representa a chance de repetir um feito histórico e reafirmar a força da base celeste. Para o São Paulo, o duelo tem gosto de revanche e a oportunidade de conquistar o hexacampeonato do torneio mais tradicional das categorias de base do país.

O Tricolor chega embalado pela tradição e pelo peso da camisa, enquanto a Raposa aposta na juventude e na lembrança de que já foi capaz de calar o Pacaembu em uma decisão.

Quem virou destaque no profissional

A final de 2007 também revelou nomes que deixaram sua marca no futebol profissional. Além de Rafael, o Cruzeiro tinha o zagueiro Maicon, que construiu carreira sólida no Porto e passou por clubes como São Paulo, Vasco e Santos. Guilherme e Jônathas, atacantes daquela equipe, também tiveram trajetórias relevantes no futebol brasileiro.

Do lado são-paulino, os destaques foram os zagueiros Breno, campeão brasileiro pelo clube e ex-Bayern de Munique, e Aislan, que acumulou passagens por equipes do Brasil e da Europa, além do meia Bruno César, que depois rodaria por grandes clubes do país.

No domingo, novos nomes terão a chance de viver o mesmo roteiro. Porque a Copinha é isso: um palco onde o passado inspira, o presente decide e o futuro começa a ser escrito. E quando Cruzeiro e São Paulo se encontram em uma final, o futebol mostra que memória também entra em campo.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Rebeca Reis- Ag. Paulistão

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *