Confronto armado na zona leste escancara a violência que segue interrompendo vidas cada vez mais cedo.
A noite desta segunda-feira (26) foi marcada por medo, correria e dor na zona leste da capital. Um confronto armado terminou com a morte de dois jovens e deixou um terceiro lutando pela vida, em mais um episódio que expõe a escalada da violência urbana e o impacto devastador que ela provoca em famílias e comunidades inteiras.
As vítimas fatais foram identificadas como Vitor Caio Marques da Costa, de 21 anos, e Gabriel Guilherme Rocha da Silva, de apenas 18. Ambos não resistiram aos ferimentos após a troca de tiros que mobilizou equipes policiais e de socorro.
Como o confronto começou
De acordo com informações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a sequência de violência teve início na rua Rita Ibanês, no bairro Teixeirão. Gabriel Guilherme e um comparsa chegaram ao local em uma motocicleta e atacaram Vitor Caio, que reagiu. Durante o confronto, todos os envolvidos acabaram baleados.
Vitor Caio foi atingido por pelo menos cinco disparos, incluindo um no rosto, e morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.
Fuga, socorro e morte na UPA
Após a troca de tiros, Gabriel Guilherme e o outro envolvido conseguiram fugir, mas acabaram caindo na rua Raimundo Cantuária. Eles foram socorridos por parentes e levados para atendimento médico. Gabriel Guilherme, atingido na cabeça, não resistiu aos ferimentos e morreu na Unidade de Pronto Atendimento da zona leste.
O terceiro envolvido foi encaminhado ao pronto-socorro João Paulo II, onde permanece internado em estado grave.
Arma apreendida e investigação
Próximo ao corpo de Vitor Caio, a Polícia Militar encontrou uma pistola calibre 9 mm com a numeração raspada. O caso segue sob investigação do DHPP, que trabalha para esclarecer as circunstâncias do confronto e a motivação do crime.
Em meio a números, perícias e boletins de ocorrência, ficam histórias interrompidas e famílias marcadas por perdas irreparáveis. Cada novo confronto reforça a urgência de discutir segurança pública não apenas como estatística, mas como uma realidade que segue ceifando futuros antes mesmo de eles começarem.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Rondoniagora













