Pesquisa revela desgaste na avaliação pessoal do presidente e acende alerta político em ano pré-eleitoral
O sentimento que ecoa hoje entre muitos brasileiros é de cobrança. Em meio a desafios econômicos, debates políticos acalorados e expectativas por respostas mais concretas do governo, a avaliação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa por um momento delicado, refletindo um país atento, exigente e cada vez mais disposto a expressar sua insatisfação.
Levantamento do PoderData, divulgado nesta quarta-feira (28), mostra que 57% dos eleitores desaprovam o desempenho pessoal de Lula. A aprovação soma 34%, enquanto 9% dos entrevistados afirmaram não saber avaliar o presidente neste momento.
Reprovação cresce e aprovação recua
Os números indicam uma mudança significativa de humor do eleitorado ao longo dos últimos meses. Em março de 2024, a desaprovação era de 50%, o que representa um crescimento de 7 pontos percentuais em quase dois anos. No mesmo intervalo, a aprovação caiu de 39% para os atuais 34%, uma retração de 5 pontos percentuais.
O cenário evidencia um desgaste progressivo da imagem pessoal do chefe do Executivo, fator que tende a influenciar diretamente o ambiente político, especialmente diante da proximidade do calendário eleitoral e do aumento das disputas narrativas entre governo e oposição.
Metodologia e contexto da pesquisa
A pesquisa ouviu 2.500 pessoas por telefone entre os dias 24 e 26 de janeiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Apesar de 2026 ser um ano eleitoral, o levantamento não foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral, já que não se trata de uma pesquisa de intenção de voto, mas de avaliação administrativa e pessoal do presidente.
No fim das contas, os números não falam apenas de aprovação ou reprovação. Eles revelam um Brasil que observa, cobra e espera. Em um país marcado por esperanças renovadas e frustrações recorrentes, a avaliação do presidente se torna também um espelho do sentimento coletivo, lembrando que governar é, acima de tudo, manter viva a conexão com quem está do outro lado, vivendo a realidade todos os dias.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













