Domingos Sávio afirma que palanque para Flávio Bolsonaro será decisivo e confirma reunião com Nikolas Ferreira.
A política mineira entrou em um momento de incerteza que vai muito além das articulações partidárias tradicionais. Com movimentos inesperados no tabuleiro nacional da direita, lideranças em Minas Gerais admitem, nos bastidores, que o rumo das eleições de 2026 ainda está longe de ser definido.
A indefinição ganhou força após o anúncio da filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD, partido que agora concentra três nomes com pretensões presidenciais. O cenário impactou diretamente Minas, onde o vice-governador Mateus Simões deixou o Novo no ano passado e se filiou ao PSD com o objetivo de construir uma frente ampla da direita no estado.
PL diante de uma encruzilhada política
A reconfiguração nacional do PSD colocou o PL em posição delicada. O partido agora precisa decidir se apoia a reeleição do governador mineiro, que assume oficialmente o cargo em abril, ou se lança o deputado federal Nikolas Ferreira como candidato ao governo estadual.
Para o presidente do PL em Minas Gerais, deputado Domingos Sávio, a prioridade está clara. “O cenário está nebuloso em Minas Gerais. Nosso apoio está condicionado ao palanque do Flávio. Vou me reunir com Nikolas para tratar do assunto”, afirmou à CNN.
Nikolas Ferreira no centro das decisões
Segundo Domingos Sávio, o plano inicial do PL era manter Nikolas Ferreira como candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados, apostando em seu forte desempenho eleitoral para ampliar a bancada do partido no estado.
No entanto, diante das mudanças recentes, essa estratégia passou a ser revista. “Com as alterações no cenário, tudo ficou em aberto”, admitiu o dirigente, indicando que uma candidatura majoritária de Nikolas já não está descartada.
Zema, PSD e as articulações nacionais
Outro fator que contribui para a indefinição é o futuro político do governador Romeu Zema (Novo). Ele deve deixar o governo de Minas para disputar a Presidência da República, mas também é citado como possível vice tanto em uma chapa do PSD quanto em uma eventual composição com o senador Flávio Bolsonaro, de quem é próximo.
O entrelaçamento de projetos nacionais e estaduais transforma Minas Gerais em peça-chave da disputa presidencial, ampliando o peso das decisões locais.
No fim das contas, mais do que uma disputa de nomes, o que se desenha é uma batalha por protagonismo e palanque. Em um estado historicamente decisivo nas eleições nacionais, cada movimento pode redefinir alianças, candidaturas e o próprio rumo da direita brasileira em 2026.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Reprodução/Facebook













