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Pesquisa aponta equilíbrio inédito entre Lula e Flávio Bolsonaro na corrida presidencial

Levantamento do Gerp mostra empate técnico no primeiro e no segundo turno e revela cenário de forte polarização.

A disputa pelo Palácio do Planalto segue marcada por tensão, divisão e um eleitorado cada vez mais fragmentado. Nova pesquisa nacional indica que, a pouco mais de um ano das eleições, o país permanece dividido entre projetos opostos de poder, em um cenário que reforça a polarização política e a incerteza sobre os rumos do Brasil.

De acordo com levantamento divulgado nesta quarta-feira (4) pelo instituto Gerp, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem tecnicamente empatados tanto no primeiro quanto no segundo turno da disputa presidencial.

Cenário estimulado

No cenário estimulado, quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula lidera com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece logo atrás, com 35%, dentro da margem de erro. O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), surge em terceiro lugar, com 5%.

Pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados, Lula mantém a dianteira com 32% das citações. Flávio Bolsonaro registra 17%, enquanto Jair Bolsonaro, mesmo preso e inelegível, foi citado por 7% dos entrevistados.

Outros nomes aparecem de forma residual. Ratinho Jr., Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ronaldo Caiado (União Brasil), Ciro Gomes (PSDB) e Michele Bolsonaro (PL) pontuaram 1% cada. Outros candidatos somaram 2%, enquanto 38% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.

Simulação de segundo turno

No segundo turno, o cenário se mostra ainda mais apertado. Em simulação estimulada, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem rigorosamente empatados, ambos com 45% das intenções de voto. Nesse contexto, 6% dos eleitores afirmaram que não votariam em nenhum dos dois, e 4% não souberam responder.

Rejeição dos candidatos

O levantamento também mediu a rejeição dos principais nomes. Lula lidera o índice negativo, com 51% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro aparece em seguida, com 41% de rejeição.

Avaliação do governo

Em relação à avaliação do governo federal, 42% dos entrevistados disseram aprovar a atual gestão, enquanto 52% afirmaram desaprovar. O recorte regional mostra maior aprovação no Nordeste, com 46%, e maior desaprovação no Sul, onde o índice chega a 60%.

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas em 163 cidades de todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,5%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR 04519/2026.

Os números revelam mais do que intenções de voto. Eles escancaram um Brasil dividido, cansado e em busca de respostas, onde cada decisão política carrega peso emocional e histórico. Em um cenário de empates e rejeições elevadas, o desafio dos próximos meses será conquistar não apenas votos, mas a confiança de um eleitorado que parece cada vez mais exigente e desconfiado.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: FDivulgação/Agência Senado

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