Investigação aponta uso de documentos falsos e negociação irregular de áreas pertencentes ao Estado.
A disputa por terras em Rondônia ganhou mais um capítulo preocupante. Um engenheiro florestal foi preso preventivamente sob suspeita de participar de um esquema de fraude envolvendo áreas públicas estaduais. A investigação é conduzida pela Polícia Civil de Rondônia, por meio da Delegacia Especializada em Crimes contra o Consumidor.
De acordo com a apuração, o grupo investigado atuava na negociação irregular de terras pertencentes ao Estado e utilizava documentos falsos em processos de regularização fundiária, o que pode ter lesado tanto o poder público quanto pessoas interessadas em adquirir propriedades de forma legal.
Uso de conhecimento técnico no esquema
Ainda segundo a Polícia Civil, o engenheiro teria utilizado seus conhecimentos técnicos para facilitar as negociações irregulares, conferindo aparência de legalidade aos procedimentos. A prisão foi resultado de trabalho de inteligência e monitoramento realizado pelos investigadores.
A ação busca interromper práticas que atingem diretamente o patrimônio público e comprometem a segurança jurídica de quem tenta investir ou morar em áreas regularizadas.
Após ser detido, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. As diligências continuam para identificar a extensão do suposto esquema e outros possíveis envolvidos.
A operação contou com apoio da Casa Militar do Governo de Rondônia.
Em um estado onde a questão fundiária historicamente gera conflitos e insegurança, cada denúncia de fraude reacende o alerta sobre a necessidade de transparência e rigor na gestão das terras públicas. Para quem sonha com a posse legítima de um pedaço de chão, a promessa de regularização não pode se transformar em armadilha.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













