Presidente do PL defende ampliação de alianças com partidos como União, PP, Podemos e Republicanos após pesquisa indicar empate técnico com Lula.
A corrida por 2026 começa a ganhar contornos mais definidos nos bastidores de Brasília. Animado com os números mais recentes das pesquisas, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, deixou claro que o momento agora é de articulação. A missão, segundo ele, é ampliar o campo de alianças de centro-direita para fortalecer o nome do senador Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto.
Após reunião com deputados e senadores nesta quarta-feira (25), Valdemar afirmou que Flávio precisa intensificar conversas com partidos que orbitam o mesmo espectro ideológico, consolidando uma base mais ampla e competitiva.
Alianças como prioridade estratégica
De acordo com o dirigente do PL, o senador já abriu diálogo com União Brasil e PP, mas o movimento ainda é considerado insuficiente. A avaliação interna é de que é preciso “trazer o máximo de gente possível” do centro para a direita, formando um arco político robusto.
Valdemar relatou que ele próprio procurou a presidente do Podemos, a deputada federal Renata Abreu, na semana passada. Já com o Republicanos, presidido pelo deputado federal Marcos Pereira, o contato ocorreu de forma informal.
O Republicanos é o partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, nome frequentemente citado como liderança relevante no campo conservador. Segundo Valdemar, ainda será necessário “sentar para conversar” formalmente com a legenda.
Pesquisa anima o partido
O esforço por alianças ganhou novo fôlego após a divulgação do levantamento AtlasIntel/Bloomberg, que apontou, pela primeira vez, empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno.
Flávio aparece com 46,3% das intenções de voto, ante 44,9% registrados em janeiro. Lula soma 46,2%, abaixo dos 49,2% da rodada anterior. O resultado foi interpretado pelo comando do PL como sinal de crescimento consistente.
Segundo Valdemar, no início houve surpresa dentro e fora do partido com a escolha de Flávio como nome competitivo, mas agora a avaliação é de que o projeto “está caminhando de vento em popa”, o que teria animado o grupo político.
Rejeição e cenário técnico
O levantamento também mediu rejeição: Lula é rejeitado por 48,2% dos entrevistados, enquanto Flávio registra 46,4%. A pesquisa ouviu 4.986 eleitores entre 19 e 24 de fevereiro, por recrutamento digital. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi custeado pelo próprio instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07600/2026.
Mais do que números frios, o movimento revela que a disputa presidencial já está em curso, ainda que informalmente. Nos bastidores, alianças são costuradas, pontes são testadas e estratégias começam a ser desenhadas. Em um cenário polarizado e sensível, cada articulação pode redefinir forças e mostrar que 2026, embora distante no
Texto: Daniela CCastelo Branco
Foto: Divulgação/Agência Brasil













