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Rio Madeira é monitorado diariamente para evitar isolamento de famílias ribeirinhas

Com vistorias técnicas e canais diretos de comunicação, Defesa Civil atua para garantir segurança e reduzir impactos da cheia em Porto Velho.

O sobe e desce das águas do Rio Madeira nunca é apenas um dado técnico. Para quem vive às margens do rio, cada centímetro representa preocupação, memória de cheias passadas e o medo de ficar isolado. Em Porto Velho, o monitoramento constante tem sido a principal estratégia para evitar que comunidades ribeirinhas revivam cenários de perdas e dificuldades.

Na última quarta-feira (25), o nível do Rio Madeira marcou 13,47 metros, mantendo estabilidade na faixa dos 13,50 metros. O patamar é considerado dentro da normalidade para o período do inverno amazônico, mas o acompanhamento segue rigoroso, especialmente nas áreas mais vulneráveis.

Vistorias permanentes nos ramais

Equipes técnicas realizam inspeções frequentes nas estradas do Ramal Maravilha 1 e 2, pontos historicamente sensíveis a transbordamentos e desbarrancamentos. O objetivo é mapear áreas críticas e agir antes que o acesso das famílias seja comprometido.

O trabalho preventivo inclui o registro detalhado dos locais onde o rio costuma avançar, principalmente próximos a igarapés e às margens do leito principal. A partir desse levantamento, são emitidos alertas antecipados para que moradores possam se preparar, proteger bens e evitar riscos desnecessários.

Comunidade participa e reconhece atuação

Para quem mora há décadas na região, a presença das equipes traz uma sensação de segurança. O marinheiro José Cláudio, morador da comunidade há 46 anos, destaca o diálogo constante com a Defesa Civil. Segundo ele, além das orientações, há apoio com itens essenciais, como água potável, cestas básicas e hipoclorito, quando a situação exige.

Esse contato direto tem sido considerado fundamental para reduzir danos e fortalecer a confiança da população em momentos de incerteza.

Canais diretos e boletins diários

A prefeitura disponibiliza atendimento pelo número 199 e também pelo WhatsApp (69) 98473-2111. Por esses canais, moradores podem informar situações atípicas e ainda receber boletins diários com dados meteorológicos e hidrológicos atualizados sobre a bacia do Madeira.

Embora as previsões indiquem que o rio possa alcançar entre 15,50 e 16 metros neste ano, permanecendo abaixo de marcas históricas mais críticas, como os 17 metros registrados em grandes cheias, a gestão municipal mantém protocolos preparados para diferentes cenários.

O prefeito Léo Moraes afirmou que o monitoramento é diário e abrange toda a extensão do baixo, médio e alto Madeira, buscando garantir respostas rápidas caso o volume de chuvas aumente. Já o gerente de monitoramento de risco, Anderson Luiz, reforça que a prioridade é evitar o isolamento das comunidades e a perda de bens materiais.

No fim das contas, mais do que números e medições, o que está em jogo é a tranquilidade de quem construiu a vida às margens do rio. O monitoramento não elimina a força das águas, mas transforma prevenção em cuidado e informação em proteção. Para as famílias ribeirinhas, isso significa a diferença entre o susto e a segurança.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Maximus Vargas /Secom

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