Senador falou após ato da direita na Avenida Paulista e prometeu apresentar “projeto de Brasil” nas próximas semanas.
Em meio a bandeiras, discursos inflamados e uma Avenida Paulista tomada por apoiadores, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que sua recente alta nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência tem duas explicações centrais: o peso do sobrenome que carrega e a crescente rejeição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A declaração foi dada neste domingo, logo após o parlamentar participar de um ato da direita na Avenida Paulista, em São Paulo. O evento reuniu lideranças e militantes alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Força do sobrenome”
Questionado sobre o avanço nos levantamentos eleitorais, Flávio foi direto ao associar seu desempenho à identificação de parte do eleitorado com o pai.
“Eu acho que é a força do sobrenome. São as pessoas se sensibilizando cada vez mais com a perseguição que o Bolsonaro sofre”, afirmou.
O senador também mencionou o que classificou como insatisfação popular com temas como corrupção, carga tributária elevada e violência, apontando esses fatores como motores do crescimento da oposição.
Críticas ao governo e promessa de projeto
Durante a conversa com jornalistas, Flávio fez críticas à atual gestão federal, dizendo que o país enfrenta um momento de “incompetência do atual governo”. Segundo ele, há espaço para apresentar uma alternativa que, em suas palavras, coloque o Brasil de volta “no caminho da prosperidade”.
O senador anunciou que pretende detalhar um “projeto de Brasil” em um evento previsto para o fim do mês, também na capital paulista. A iniciativa é vista como um movimento para consolidar seu nome em um cenário ainda indefinido dentro do Partido Liberal e entre lideranças da direita.
Clima de mobilização
Para Flávio, a manifestação na Paulista simbolizou um “momento de virada de chave” e serviu como demonstração de força do campo conservador. Ele também voltou a defender o pai, chamando-o de “referência moral e política”, e afirmou que continuará atuando para “honrá-lo”.
O discurso reforça a estratégia de vincular seu capital eleitoral à imagem de Jair Bolsonaro, mantendo viva a identidade do grupo político mesmo diante das adversidades enfrentadas pelo ex-presidente.
Em um cenário de polarização persistente, o sobrenome Bolsonaro segue sendo ativo central no jogo político. Resta saber se ele será suficiente para transformar intenção de voto em maioria nas urnas e se a rejeição ao adversário terá o mesmo peso que a fidelidade ao legado que Flávio busca representar.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Agência Senado













