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Mortes no Irã chegam a 1.230 após ataques de EUA e Israel, afirma agência estatal

Autoridades iranianas dizem que ofensivas atingiram hospitais, escolas, bairros residenciais e até patrimônio histórico; conflito entra no quinto dia de escalada.

O número de mortos no Irã após os ataques realizados por Estados Unidos e Israel chegou a 1.230, segundo informou a agência estatal Islamic Republic News Agency (IRNA). As hostilidades se intensificaram durante a noite e ampliaram o saldo de vítimas no país.

O total divulgado supera as 1.190 mortes registradas durante ataques realizados em junho do ano passado e ocorre em meio ao aumento da tensão militar no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, governos e analistas internacionais passaram a questionar a base legal da campanha militar conduzida por Washington e Tel Aviv.

Em outras partes da região, ataques de retaliação realizados por Irã também deixaram dezenas de mortos, incluindo crianças, segundo autoridades locais.

Civis entre os alvos

De acordo com autoridades iranianas, os bombardeios atingiram “dezenas de centros civis”, incluindo bairros residenciais, hospitais, escolas e locais de patrimônio histórico.

Os ataques foram registrados em diferentes regiões do país, desde a capital Teerã até a província meridional de Minab.

“Nos últimos cinco dias, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, um grande número de áreas civis foi alvo”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ismaeil Baghai, segundo a IRNA.

Na capital, um parque infantil e o histórico Palácio Golestan, patrimônio reconhecido pela UNESCO, teriam sido atingidos. O Hospital Gandhi também sofreu danos após um ataque registrado na segunda-feira, de acordo com a televisão estatal iraniana.

Ataques em diferentes regiões

Em outras áreas do país, bombardeios deixaram ao menos 35 mortos na província de Fars e mais 27 civis morreram em áreas residenciais da cidade de Maragheh, no noroeste do Irã.

Na quarta-feira, um complexo residencial densamente povoado na cidade de Sanandaj, no oeste do país, também foi atingido, segundo a agência.

O episódio mais letal até agora ocorreu no sábado, quando ao menos 168 meninas e 14 professoras morreram após um bombardeio contra uma escola primária feminina em Minab, segundo a mídia estatal iraniana.

A Casa Branca afirmou na quarta-feira que não descarta que militares americanos tenham realizado o ataque, mas reiterou que os Estados Unidos “não têm como alvo civis”.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Getty Images

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