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Governo vai apertar fiscalização sobre fretes e promete autuar quem descumprir tabela mínima

Renan Filho afirma que medida busca proteger caminhoneiros em meio à alta do petróleo e risco de paralisações.

Em um cenário de incertezas e custos crescentes, o transporte de cargas volta ao centro das preocupações do país. Com o diesel pressionando o bolso dos caminhoneiros e o risco de paralisações no horizonte, o governo decidiu agir para evitar um novo colapso nas estradas brasileiras.

Em entrevista à CNN, nesta quarta-feira (18), o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que a fiscalização sobre o cumprimento da tabela mínima de fretes será intensificada em todo o país, com autuações previstas para quem descumprir as regras.

Fiscalização mais rígida e punições

Segundo o ministro, a Agência Nacional de Transportes Terrestres vai ampliar a atuação para garantir que os valores mínimos sejam respeitados.

Ele foi direto ao afirmar que empresas que insistirem em descumprir a tabela poderão ser autuadas e, em casos de reincidência, até retiradas do mercado de forma preventiva.

A medida busca conter práticas que prejudicam principalmente os caminhoneiros autônomos, que dependem diretamente do valor do frete para manter a atividade.

Impacto da crise internacional no setor

Renan Filho destacou que a decisão ocorre em um contexto de forte instabilidade internacional, impulsionada por tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, que elevaram o preço do petróleo no mercado global.

Com o barril chegando a patamares elevados, o reflexo direto é sentido no preço dos combustíveis, especialmente o diesel, essencial para o transporte rodoviário.

Esse cenário aumenta os custos operacionais e pressiona toda a cadeia logística, desde o produtor até o consumidor final.

Sem aumento de orçamento, aposta em integração

Apesar do endurecimento na fiscalização, o ministro afirmou que não haverá aumento de orçamento para a ANTT. A estratégia será otimizar recursos por meio do cruzamento de dados com secretarias estaduais da Fazenda.

A ideia, segundo ele, é tornar a fiscalização mais eficiente, mesmo com limitações financeiras, apostando em inteligência e integração de informações.

No fundo, a medida revela um equilíbrio delicado entre controle e sobrevivência. De um lado, o esforço para garantir regras justas; do outro, uma categoria que segue na linha de frente da economia, enfrentando estradas, custos altos e incertezas. Em tempos de pressão, cada decisão pode ser o que separa o funcionamento do país de uma nova crise nas rodovias.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/CNN Brasil

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