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Desaprovação de Lula atinge 61% e alcança pior índice em dois anos, aponta PoderData

Levantamento divulgado em 25 de março mostra que avaliação pessoal do presidente supera rejeição ao próprio governo.

Os números mais recentes da pesquisa PoderData revelam um retrato que vai além das estatísticas e toca diretamente no sentimento do eleitor brasileiro. Em meio a expectativas, frustrações e cobranças, a desaprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 61%, o maior patamar registrado nos últimos dois anos.

O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (25) e considera uma série histórica iniciada em março de 2024, quando o instituto passou a medir separadamente a avaliação pessoal do presidente e a percepção sobre o governo federal. Os dados foram coletados entre os dias 21 e 23 de março, ouvindo 2.500 eleitores em todo o país.

Crescimento da rejeição ao longo do tempo

Em março de 2024, 50% dos brasileiros desaprovavam Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, esse número subiu 11 pontos percentuais, alcançando 61%. O avanço da rejeição ao longo do período evidencia uma mudança gradual na percepção de parte da população.

Na outra ponta, a aprovação também recuou. Atualmente, 31% dos eleitores aprovam o presidente, contra 39% registrados há dois anos. Outros 8% afirmaram não saber opinar.

Avaliação pessoal pior que a do governo

Um dos dados que mais chamam atenção no levantamento é que a avaliação pessoal do presidente é mais negativa do que a do próprio governo. Enquanto 61% desaprovam Lula, a gestão federal registra 57% de rejeição.

Já a aprovação do governo aparece em 37%, enquanto 6% dos entrevistados não souberam responder. Os números indicam que, embora o governo enfrente críticas, a figura do presidente concentra uma parcela ainda maior da insatisfação.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa PoderData entrevistou 2.500 eleitores entre os dias 21 e 23 de março, por meio de ligações telefônicas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Por não se tratar de uma pesquisa de intenção de voto, o levantamento não foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral, mesmo sendo realizado em um ano eleitoral.

Em meio a gráficos, percentuais e comparações, o que emerge é um cenário em transformação. Mais do que números frios, os dados refletem percepções que mudam com o tempo, influenciadas por decisões, expectativas e realidades do dia a dia. E, no fim, cada índice carrega um recado silencioso: de apoio, de cobrança ou de esperança por novos rumos.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Agência Brasil

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