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Governo estuda socorro a aéreas e enfrenta desafios na adesão ao subsídio do diesel

Ceron diz nesta quinta-feira (02), que medidas serão apresentadas a Lula; alta do combustível pressiona setor e mais de 90% dos estados já aderiram à proposta federal.

Quando o preço do combustível sobe, o impacto não fica restrito aos números: ele se espalha pela economia, encarece viagens, afeta empresas e chega, inevitavelmente, ao bolso do consumidor. Diante desse cenário, o governo federal se movimenta para tentar conter danos e evitar efeitos ainda mais profundos em setores estratégicos.

Nesta quinta-feira (02), o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo está finalizando um pacote de medidas para socorrer companhias aéreas diante da disparada do preço do querosene de aviação. As propostas devem ser apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias.

Alta do combustível pressiona setor aéreo

O movimento ocorre após a Petrobras anunciar um aumento de 54,8% no preço do QAV para abril, com possibilidade de novos reajustes em maio e junho. A elevação está diretamente ligada às oscilações do mercado internacional de petróleo, influenciado por tensões geopolíticas.

Segundo Ceron, as medidas em estudo têm como objetivo reduzir o impacto imediato sobre as companhias aéreas e evitar problemas de fluxo de caixa, especialmente em um momento em que muitas empresas ainda se recuperam financeiramente.

As propostas estão sendo discutidas em conjunto com os ministérios de Portos e Aeroportos, Defesa e Casa Civil, e podem ser incluídas na mesma Medida Provisória que tratará da nova subvenção ao diesel.

Diesel: adesão ampla, mas com resistências

No caso do diesel, o governo também enfrenta desafios. Ceron confirmou que grandes distribuidoras optaram por não aderir, ao menos neste primeiro momento, ao programa de subvenção criado para conter a alta do combustível.

Embora não tenha citado nomes, o secretário indicou que essas empresas preferiram aguardar antes de participar da iniciativa. Ainda assim, garantiu que o governo está atento e acompanha de perto o setor, considerado concentrado, para evitar abusos e distorções.

O diálogo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis segue em andamento, com possibilidade de ajustes no programa conforme a necessidade.

Estados aderem, mas nem todos confirmam participação

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, também nesta quinta-feira, 2 de abril, que mais de 90% dos estados já sinalizaram adesão à política de subvenção do diesel. No entanto, unidades como Rio de Janeiro e Rondônia ainda não haviam confirmado participação até o momento.

A medida prevê subsídio de R$ 1,20 por litro e aguarda a adesão formal dos estados para ser regulamentada por meio de Medida Provisória.

Alckmin defendeu o diálogo como principal caminho para incluir distribuidoras que ficaram de fora e resolver eventuais divergências. Segundo ele, o objetivo é construir uma solução que funcione de forma ampla e equilibrada.

Mudanças no governo e cenário político

Durante o mesmo dia, Alckmin também confirmou sua saída do comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para disputar a reeleição ao lado de Lula.

A definição do novo ministro da pasta ainda está em andamento, mas o nome deverá ser “Márcio”, em uma disputa entre Márcio Elias Rosa e Márcio França.

No fim, o que se desenha é um cenário onde economia e política caminham lado a lado, pressionados por fatores externos e decisões internas. Entre medidas emergenciais e articulações, o desafio do governo é equilibrar contas, conter impactos e manter a engrenagem funcionando. Porque, no cotidiano de milhões de brasileiros, cada decisão tomada agora pode significar alívio, ou mais um peso, nos dias que virão.

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