Confederação sul-americana manifesta respaldo ao dirigente para o ciclo 2027–2031, embora candidatura ainda não tenha sido confirmada.
O futuro do futebol mundial começou a ser desenhado nos bastidores do poder esportivo. Em uma demonstração de prestígio e articulação política, a Confederação Sul-Americana de Futebol declarou, na quinta-feira (9), apoio à possível reeleição de Gianni Infantino à presidência da FIFA. O gesto reforça a influência do dirigente suíço e evidencia o peso da América do Sul nas decisões que moldam o esporte mais popular do planeta.
Apesar da manifestação pública, Infantino ainda não confirmou se disputará um quarto mandato para o ciclo 2027–2031. Ainda assim, a sinalização da Conmebol representa um importante trunfo político em uma eventual corrida pela continuidade no comando da entidade máxima do futebol.
Apoio unânime da América do Sul
Em comunicado oficial, o conselho da Conmebol afirmou ter expressado apoio unânime à liderança do dirigente de 56 anos. A declaração destaca a relação próxima entre a Fifa e as federações sul-americanas, além do reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos.
O presidente da entidade, Alejandro Domínguez, fez questão de enaltecer a atuação de Infantino.
“Presidente Gianni Infantino, agradecemos seu compromisso contínuo com o desenvolvimento do futebol sul-americano e pela liderança exercida em nível global”, afirmou. “Valorizamos profundamente sua proximidade com a nossa região e sua visão para continuar expandindo o futebol em todo o mundo”, completou.
Primeira confederação a declarar apoio
A Conmebol tornou-se a primeira confederação continental a manifestar publicamente apoio à eventual reeleição de Infantino. O gesto fortalece a posição do dirigente e pode influenciar outras entidades a seguirem o mesmo caminho.
Infantino assumiu a presidência da Fifa em 2016, após suceder Sepp Blatter, em um momento de crise institucional. Desde então, foi reeleito sem oposição em 2019 e novamente em 2023, consolidando sua liderança no cenário esportivo internacional.
Expansão das competições globais
Durante sua gestão, a Fifa passou por mudanças significativas, especialmente na ampliação de seus torneios. A Copa do Mundo masculina sediada na América do Norte será a primeira da história com 48 seleções, marcando uma nova era para o futebol mundial.
No futebol feminino, a edição de 2023 contou com 32 equipes, reforçando o compromisso da entidade com a inclusão e o crescimento da modalidade.
Críticas e desafios da gestão
Apesar dos avanços, o mandato de Infantino também enfrenta críticas. Questões relacionadas à governança, à centralização de decisões e ao calendário sobrecarregado do futebol internacional têm sido alvo de debates entre dirigentes, clubes e atletas.
Esses desafios evidenciam o delicado equilíbrio entre a expansão comercial do esporte e a preservação de sua competitividade e tradição.
Em meio a apoios, críticas e expectativas, a possível candidatura de Gianni Infantino simboliza mais do que uma disputa política: representa o rumo que o futebol mundial poderá seguir nas próximas décadas. Para milhões de torcedores apaixonados, a esperança permanece viva de que as decisões tomadas fora das quatro linhas continuem a honrar a essência do jogo que emociona e une nações em todo o planeta.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Reprodução/Fifa













