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Derrite diz que Câmara tem votos para derrubar vetos de Lula ao PL Antifacção

Deputado afirmou nesta quarta – feira (15), que a aprovação do projeto representa uma vitória da sociedade no combate ao crime organizado.

Em meio ao avanço das discussões sobre segurança pública no Brasil, o embate entre Congresso e Executivo ganha novos contornos. A possibilidade de derrubada de vetos presidenciais ao Projeto de Lei Antifacção reacende o debate nacional sobre o enfrentamento ao crime organizado e reforça a urgência de medidas mais rígidas para garantir a proteção da população.

O deputado federal Guilherme Derrite (PP) afirmou nesta quarta-feira (15), que a Câmara dos Deputados tem votos suficientes para derrubar os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL Antifacção, que estabelece um marco legal para o combate às facções criminosas no país.

Declaração durante evento

A manifestação ocorreu durante um evento promovido pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, em Campinas. Segundo Derrite, há mobilização política para reverter a decisão presidencial e fortalecer o texto aprovado pelo Legislativo.

“Temos votos para derrubar vetos de Lula. Foco na Câmara é redução da maioridade penal. Queremos pautar [a maioridade penal] até o período das eleições”, declarou o parlamentar.

Projeto considerado “vitória do povo”

Relator do PL Antifacção, Derrite destacou que a aprovação da proposta na Câmara representa um avanço no enfrentamento ao crime organizado e classificou a medida como uma conquista da sociedade.

Para o deputado, o projeto consolida instrumentos legais mais eficazes para combater facções criminosas e reforçar a segurança pública em todo o território nacional.

Vetos presidenciais

Em março de 2026, Lula sancionou o projeto com dois vetos. O primeiro refere-se à possibilidade de enquadrar infratores na lei mesmo sem comprovação de vínculo com organizações criminosas. Segundo o texto sancionado, o dispositivo foi considerado inconstitucional por penalizar indivíduos alheios às facções, o que poderia gerar sobreposição normativa e insegurança jurídica.

O segundo veto diz respeito à destinação de bens e valores apreendidos do crime organizado a fundos estaduais e do Distrito Federal. O governo argumentou que a medida reduziria receitas da União em um momento de maior demanda por recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.

Principais pontos mantidos

Apesar dos vetos, o governo preservou o núcleo central do projeto. Entre as medidas mantidas estão o endurecimento das penas, a criação de novas condutas criminosas e o reforço das restrições a benefícios para condenados por envolvimento com facções.

Também foram mantidas alterações na destinação de bens apreendidos, estabelecendo a divisão dos recursos entre União e estados conforme a responsabilidade pelas investigações.

Debate sobre segurança pública

A possível derrubada dos vetos deve intensificar as discussões no Congresso e mobilizar diferentes setores da sociedade. O tema da segurança pública permanece como uma das principais preocupações dos brasileiros e promete influenciar o cenário político e eleitoral.

Em um país marcado pelo desafio de enfrentar a criminalidade, o debate sobre o PL Antifacção reflete a busca por equilíbrio entre rigor legal e garantias constitucionais. Mais do que uma disputa política, trata-se de uma discussão essencial sobre justiça, segurança e o futuro que a sociedade brasileira deseja construir.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

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