Equipamentos levados da Secretaria Municipal de Saúde foram localizados após servidores identificarem anúncio suspeito nas redes sociais; polícia apura possível participação de outras pessoas no crime.
Um furto dentro de um órgão público terminou com prisão e investigação de possíveis envolvidos em Porto Velho. Computadores pertencentes à Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), levados na última sexta-feira (24), foram recuperados após os próprios servidores identificarem os equipamentos sendo anunciados para venda na internet.
O caso chamou atenção pela ousadia da ação e pela suspeita de que o crime possa ter contado com algum tipo de facilitação interna. Agora, além da recuperação dos aparelhos, a Polícia Civil busca entender como os equipamentos saíram da secretaria e chegaram ao comércio ilegal.
Servidores reconheceram anúncio no Facebook
De acordo com a Polícia Militar, entre cinco e seis computadores foram furtados da Semusa. Após o crime, servidores perceberam um anúncio no Facebook com equipamentos muito semelhantes aos desaparecidos e decidiram agir rapidamente.
Eles entraram em contato com o suposto vendedor e marcaram um encontro na região da Jatuarana, na zona Sul da capital. A PM foi acionada e acompanhou toda a abordagem no local.
Foi durante essa verificação que veio a confirmação: por meio dos números de série, os policiais constataram que os computadores realmente pertenciam ao município.
Suspeito alegou que comprou os aparelhos
Ao ser abordado, o homem afirmou que havia comprado os computadores de outra pessoa pelo valor de R$ 2.500, quantia considerada muito abaixo do valor de mercado, o que levantou ainda mais suspeitas sobre a origem dos equipamentos.
Diante da confirmação de que se tratava de material furtado, ele foi preso e encaminhado para os procedimentos legais.
A polícia agora trabalha para identificar quem vendeu os aparelhos ao suspeito e se houve participação de servidores ou pessoas com acesso interno à secretaria.
Investigação segue com a Polícia Civil
A principal linha de apuração busca esclarecer se o furto foi praticado apenas por criminosos externos ou se houve apoio de alguém de dentro da própria estrutura pública, facilitando a retirada dos equipamentos.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deve ouvir testemunhas e aprofundar a origem da negociação.
Quando até equipamentos da saúde pública se tornam alvo da criminalidade, o prejuízo vai além do material levado: ele atinge diretamente o serviço prestado à população. Em meio à revolta e ao sentimento de insegurança, fica a expectativa de que todos os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/PVH Notícias













