Decisão do STF permite encontro familiar no sábado (13); ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde março após alta hospitalar.
Mesmo quando uma figura pública ocupa o centro de debates políticos e decisões judiciais, existem momentos em que o aspecto humano ganha espaço. Em meio ao cumprimento da prisão domiciliar e ao cenário jurídico que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro, uma nova decisão do Supremo Tribunal Federal abriu caminho para um reencontro familiar nos próximos dias.
O ministro Alexandre de Moraes autorizou nesta quarta-feira (10) que Bolsonaro receba a visita do filho Flávio Bolsonaro, da nora Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro e das duas netas menores de idade. O encontro foi autorizado para acontecer no sábado (13), entre 11h e 13h.
Decisão considerou manutenção do vínculo familiar
Na decisão, Moraes afirmou que o pedido apresentado pela defesa está de acordo com os objetivos da prisão domiciliar e com as condições já estabelecidas anteriormente.
Segundo o ministro, a autorização contribui para garantir o suporte familiar considerado importante durante o cumprimento da medida, em condições semelhantes às que seriam concedidas em um estabelecimento prisional.
Também foi determinado que os visitantes passarão por procedimentos de vistoria e que aparelhos eletrônicos permanecerão sob responsabilidade dos agentes responsáveis pela segurança durante a visita.
Pedido foi apresentado pela defesa
A autorização atende a uma solicitação protocolada pela defesa na terça-feira (8).
No pedido, os advogados classificaram os visitantes como integrantes do núcleo familiar próximo do ex-presidente. As crianças autorizadas são filhas de Flávio Bolsonaro e Fernanda.
Flávio Bolsonaro, atualmente senador, também é apontado como pré-candidato à Presidência da República.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde março
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 24 de março, após receber alta médica depois de duas semanas de internação para tratamento intensivo de uma pneumonia bacteriana.
A medida foi concedida com prazo inicial de 90 dias e teve como justificativa assegurar a recuperação clínica do ex-presidente.
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em setembro de 2025 a 27 anos e 3 meses de prisão por seu papel na tentativa de golpe de Estado. A pena inclui 24 anos e 9 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção, com definição inicial para cumprimento em regime fechado.
Entre decisões judiciais e relações pessoais
Processos judiciais envolvendo figuras públicas costumam ser acompanhados sob forte repercussão política e institucional. Ainda assim, episódios como este acabam lembrando que, mesmo em cenários de grande exposição pública, relações familiares continuam ocupando um espaço que atravessa circunstâncias, debates e momentos difíceis. Em meio às disputas jurídicas, o encontro autorizado representa também um instante reservado ao convívio e à dimensão mais pessoal da vida pública.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Estadão Conteúdo













