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Além de Neymar, Ancelotti prepara renovação e outros medalhões devem deixar a Seleção Brasileira

Treinador italiano inicia novo ciclo pensando na Copa América de 2028 e no Mundial de 2030, abrindo espaço para uma nova geração de jogadores.

O fim de uma Copa do Mundo também costuma marcar o encerramento de uma era. Depois da eliminação brasileira no Mundial de 2026, a Seleção inicia um novo capítulo sob o comando de Carlo Ancelotti, que deixou claro que pretende promover uma renovação no elenco. A decisão representa a despedida gradual de jogadores que ajudaram a escrever parte importante da história recente da Amarelinha e abre caminho para talentos que prometem liderar o Brasil nos próximos anos.

Em entrevista concedida após a campanha no Mundial, Ancelotti afirmou que a equipe precisa iniciar uma transição visando os próximos desafios, especialmente a Copa América de 2028 e a Copa do Mundo de 2030. O treinador citou nominalmente Neymar, Danilo e Casemiro como atletas que simbolizam o encerramento de uma geração, destacando a necessidade de integrar jovens jogadores, principalmente oriundos da Seleção Sub-20.

Renovação começa pelos veteranos

Além de Neymar, Danilo e Casemiro, outros jogadores acima dos 30 anos que participaram da última Copa do Mundo também devem perder espaço nas próximas convocações.

Na lateral esquerda, Alex Sandro, de 35 anos, aparece como um dos nomes mais próximos de encerrar sua trajetória na Seleção. Já o volante Fabinho, de 34 anos, também não deve fazer parte do novo ciclo, acompanhando Casemiro na renovação planejada pela comissão técnica.

No gol, a situação é diferente. Apesar dos 33 anos, Alisson segue prestigiado por Ancelotti e demonstrou o desejo de continuar defendendo a Seleção na busca pelo sonhado hexacampeonato. Como goleiros costumam atuar em alto nível por mais tempo, a expectativa é que ele permaneça nos planos até a Copa de 2030, quando terá 37 anos. Em contrapartida, Weverton, hoje com 38 anos, dificilmente será convocado novamente.

Alguns líderes devem permanecer

Nem todos os atletas experientes deixarão a Seleção. Um dos exemplos é Marquinhos. Aos 32 anos, o zagueiro continua sendo considerado peça importante para dar equilíbrio ao elenco durante o processo de renovação.

Outro caso citado é o do lateral Douglas Santos, de 32 anos, que teve desempenho positivo durante a campanha brasileira e ainda pode permanecer como opção para o técnico italiano.

Olhar voltado para a nova geração

A ideia da comissão técnica é estreitar a ligação entre a Seleção principal e a equipe Sub-20, permitindo que jovens atletas sejam preparados desde cedo para assumir protagonismo nos próximos grandes torneios.

Segundo Ancelotti, o objetivo é formar uma equipe competitiva já para a Copa América de 2028, sem perder de vista o principal desafio do ciclo: a Copa do Mundo de 2030. A renovação será gradual, preservando alguns líderes experientes enquanto novos talentos conquistam espaço na equipe principal.

A mudança de ciclo é um movimento natural no futebol. Grandes gerações chegam ao fim para que outras possam nascer, carregando a responsabilidade de manter viva a tradição da camisa mais vitoriosa da história das Copas do Mundo. Para a torcida brasileira, fica a expectativa de ver novos ídolos surgirem e conduzirem a Seleção na busca pelo tão sonhado sexto título mundial.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

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