Articulação ganhou força após Romeu Zema evitar críticas ao candidato do PL durante convenção, mas aliados do ex-governador descartam desistência da corrida ao Planalto.
Nos bastidores da corrida presidencial, alianças e negociações podem redefinir estratégias a qualquer momento. Enquanto os partidos buscam fortalecer suas chapas para ampliar competitividade, conversas discretas revelam que o cenário político ainda está longe de ser consolidado. É nesse ambiente de articulações que o Partido Liberal (PL) tenta abrir um novo canal de diálogo com o Partido Novo.
Segundo fontes ligadas às negociações, o PL passou a sondar o nome da economista Marina Helena para ocupar a vaga de vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL). A estratégia teria como principal objetivo aproximar o Novo da candidatura presidencial, diante das dificuldades enfrentadas pelo partido para fechar alianças que ampliem seu tempo de propaganda eleitoral.
Nome divide opiniões dentro do próprio PL
Apesar da movimentação, Marina Helena não é consenso nem mesmo entre integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro. Internamente, aliados reconhecem sua boa presença nas redes sociais e destacam sua formação como economista, além de avaliarem que sua indicação poderia ampliar o diálogo da chapa com o eleitorado feminino.
Por outro lado, interlocutores ponderam que a dirigente do Novo ainda possui baixo nível de conhecimento nacional, fator que gera dúvidas sobre o impacto eleitoral que sua eventual indicação poderia produzir.
Zema segue firme na disputa presidencial
O principal obstáculo para uma composição, entretanto, está no próprio Partido Novo. Para que Marina Helena integrasse a chapa presidencial do PL, seria necessário que a legenda desistisse da candidatura de Romeu Zema à Presidência da República, hipótese que segue sendo rejeitada pelo ex-governador de Minas Gerais e por pessoas próximas a ele.
Na última segunda-feira (27), o Novo oficializou a candidatura de Zema ao Palácio do Planalto. Durante a convenção, chamou a atenção o fato de o ex-governador ter evitado críticas diretas a Flávio Bolsonaro, gesto interpretado por integrantes do PL como um possível sinal de reaproximação entre as duas legendas. Ainda assim, dirigentes do Novo negam qualquer negociação para uma aliança no primeiro turno e reafirmam que a candidatura própria será mantida.
Conversas seguem nos bastidores
Embora as portas para o diálogo permaneçam abertas, as conversas ainda estão em estágio inicial e dependem de uma mudança significativa na estratégia do Novo, algo que, neste momento, não encontra respaldo dentro da legenda.
À medida que a campanha eleitoral avança, os bastidores devem continuar sendo palco de novas articulações e tentativas de composição. Afinal, em uma eleição presidencial, alianças podem fortalecer projetos políticos, mas também revelam que, até o registro definitivo das chapas, poucas decisões podem ser consideradas irreversíveis.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Folha – Uol













