Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (9) aponta vantagem de 5,4 pontos percentuais para o senador na disputa presidencial; levantamento também revela diferenças de preferência entre regiões, gêneros e grupos religiosos.
A disputa pela Presidência da República entra em uma nova etapa, com os eleitores divididos entre dois projetos políticos e cada voto ganhando ainda mais importância na definição do próximo governo. Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (9) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51,1% das intenções de voto no segundo turno, contra 45,7% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A diferença entre os candidatos é de 5,4 pontos percentuais. Brancos, nulos e indecisos representam 3,2% dos entrevistados. Quando são considerados apenas os votos válidos, excluindo essas opções, Flávio registra 52,8%, enquanto Lula aparece com 47,2%. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos.
Resultado do primeiro turno e apoios políticos
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula por 1,87 ponto percentual entre os votos válidos, com 47,03% contra 45,16%, respectivamente. O resultado da nova pesquisa apresenta um cenário de disputa entre os dois candidatos e evidencia a importância dos eleitores que escolheram outras candidaturas na primeira etapa da votação.
Entre os entrevistados que afirmaram ter votado em Ronaldo Caiado (PSD), 54,9% declaram intenção de votar em Flávio, enquanto 26,9% preferem Lula. Já entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), o presidente aparece com 50,4%, contra 38,9% do senador.
No grupo que declarou voto em Renan Santos (Missão), Flávio soma 40,3% e Lula, 28,1%. Nesse segmento, 31,6% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo ou ainda não decidiram.
Caiado e Cury declararam apoio a Flávio Bolsonaro neste segundo turno, enquanto Renan Santos optou pela neutralidade.
Homens e mulheres apresentam preferências diferentes
Os dados da pesquisa também revelam uma diferença significativa nas intenções de voto conforme o gênero dos entrevistados. Entre os homens, Flávio Bolsonaro registra 57,7%, contra 36,9% de Lula.
Entre as mulheres, o cenário se inverte. O presidente aparece com 53,6% das intenções de voto, enquanto o senador alcança 45,2%. Os números mostram como as preferências eleitorais variam entre diferentes segmentos do eleitorado e ajudam a dimensionar a complexidade da disputa nacional.
Centro-Oeste e Sul concentram maiores diferenças
A distribuição regional das intenções de voto também apresenta contrastes. Flávio Bolsonaro aparece à frente em quatro das cinco regiões brasileiras, de acordo com o levantamento.
No Centro-Oeste, o senador registra 65,7%, contra 33,6% de Lula. No Sul, a diferença também é expressiva, com 64,5% para Flávio e 34,3% para o atual presidente.
No Sudeste, Flávio soma 54,4%, enquanto Lula aparece com 42,9%. Já na Região Norte, o cenário é mais equilibrado: o senador registra 51,1%, contra 48,5% do presidente.
O Nordeste apresenta um resultado diferente das demais regiões. Lula lidera entre os entrevistados dessa parte do país, com 57,6% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 36,2%.
Diferenças também aparecem entre grupos religiosos
A religião declarada pelos entrevistados é outro fator que evidencia a diversidade do cenário eleitoral. Entre os evangélicos, Flávio Bolsonaro registra 72,7% das intenções de voto, enquanto Lula soma 23,5%.
Entre os católicos, os dois candidatos aparecem praticamente empatados dentro da margem de erro: Lula tem 49% e Flávio, 48,7%. Os números indicam que as preferências eleitorais variam conforme o segmento religioso, sem formar um padrão único entre todos os grupos.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 5.026 pessoas pela internet entre os dias 3 e 8 de outubro. O levantamento tem nível de confiança de 95%, margem de erro de um ponto percentual e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03663/2026.
Uma disputa que mobiliza o país
Com a campanha avançando para o segundo turno, os números ajudam a compreender o momento da disputa, mas não representam uma confirmação do resultado das urnas. As intenções de voto podem mudar, e a decisão final dependerá da escolha dos eleitores no dia da votação.
Em uma eleição que coloca frente a frente dois nomes com bases eleitorais distintas, cada região, cada grupo social e cada decisão individual compõem um retrato de um Brasil plural. Mais do que percentuais, a pesquisa revela a dimensão de uma escolha que terá consequências para os rumos políticos do país e para a vida de milhões de brasileiros.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR













