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Flávio leva cantores sertanejos à última propaganda no rádio; Lula aposta em Janones

Programas finais do horário eleitoral foram marcados por apoios de artistas, mobilização nas redes sociais e ataques entre os candidatos, com críticas sobre economia e suspeitas envolvendo Flávio Bolsonaro.

O último programa do horário eleitoral gratuito no rádio para o segundo turno das eleições de 2026 foi marcado por estratégias distintas das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Enquanto o senador contou com a participação de cantores sertanejos para reforçar o discurso de mudança, o presidente apostou em áudios do deputado federal André Janones (Rede-MG) e em um chamado à mobilização de apoiadores nas ruas e nas redes sociais.

Na propaganda de Flávio, os artistas Marrone, Zezé Di Camargo, Rodolfo, Jorge e Gusttavo Lima foram apresentados como “sertanejos do lado da mudança”. Em uma das participações, Gusttavo Lima declarou apoio ao candidato do PL. “Estou do lado da mudança e estou do lado do Flávio Bolsonaro, o Brasil vai vencer”, afirmou.

Flávio agradece apoio e critica situação econômica

Além da participação dos artistas, o senador utilizou o espaço para agradecer aos eleitores pelo apoio recebido durante a campanha e incentivar a mobilização na reta final. Flávio pediu que os apoiadores conversem com familiares e amigos, peçam votos e ajudem a levar eleitores às urnas.

“Vocês me fizeram um novo Flávio, que hoje vocês conhecem mais e que conhece muito mais vocês. […] Obrigado por tudo, por tudo mesmo. Obrigado por todos esses momentos, e agora é hora de força total. Fala com todo mundo, chama sua família, seus amigos, peça voto, leve gente pra votar”, declarou.

A propaganda também concentrou críticas ao atual governo, principalmente sobre endividamento das famílias e perda do poder de compra. O candidato apresentou a eleição como uma escolha entre a continuidade da gestão petista e uma mudança de rumo para o país.

“Você vai escolher se vai continuar vivendo nesse Brasil, que só piorou, com todo mundo endividado, carrinho de compra vazio. Ou se vai viver num país melhor, que você vai prosperar. Enfim, você vai escolher se está na hora de mudar ou continuar nesse velho sistema que ninguém aguenta mais”, afirmou.

Lula convoca apoiadores e amplia críticas ao adversário

Na propaganda petista, André Janones foi um dos principais nomes da estratégia de mobilização. Em áudios reproduzidos no programa, o deputado convocou apoiadores a participarem de uma espécie de vigília permanente até o resultado da eleição.

“Avisa para todo mundo que é vigília 24 horas por dia. Até a gente estar com a democracia salva no nosso país. Até a gente estar com Luiz Inácio Lula da Silva reeleito presidente do Brasil”, disse.

Lula também utilizou o espaço para defender os resultados de sua gestão e reforçar a necessidade de continuar a mobilização eleitoral. O presidente afirmou que ainda há desafios a enfrentar, mas avaliou que o país está em situação melhor do que quando assumiu o governo.

“Ainda temos muito a avançar, mas o Brasil de hoje é melhor do que o Brasil que encontrei. Eu acredito no futuro desse país. […] Até lá a gente tem que continuar nas ruas, tem que estar nas redes, conversando com as pessoas. O melhor do Brasil ainda está pela frente”, declarou.

Na sequência, a campanha intensificou os ataques a Flávio Bolsonaro, explorando posições do senador sobre licença-maternidade e privatizações, além de suspeitas relacionadas ao Banco Master, ao setor de apostas e a possíveis vínculos com milícias.

Um dos trechos da propaganda questionou a relação do candidato com o advogado Willer Tomaz e mencionou movimentações financeiras relacionadas a empresas de apostas. “Já reparou que onde tem esquema de corrupção Flávio está no meio? Esquema do Banco Master, esquema de lavagem de dinheiro, sócio do Willer Tomaz em uma bet que desviou 5 bilhões”, afirma a peça.

Com o encerramento do horário eleitoral, as duas campanhas concentraram suas últimas mensagens em mobilizar eleitores e reforçar os argumentos centrais da disputa. De um lado, Flávio buscou associar sua candidatura à mudança e ao apoio de artistas populares. Do outro, Lula apostou na defesa de seu legado, na mobilização digital e nos questionamentos sobre o adversário.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Estadão Conteúdo/Ricardo Stuckert/PR

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