Ação cumpriu mandados em três estados e mirou líderes envolvidos com tráfico, lavagem de dinheiro e ameaças a agentes públicos.
A Polícia Civil de Rondônia amanheceu em campo nesta terça-feira (3) para cumprir a Operação Titã, uma ofensiva de peso contra uma facção criminosa que, além de atuar no tráfico de drogas e outros crimes, vinha ameaçando autoridades da segurança pública e do sistema de Justiça.
A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO 1) e pela Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD), teve como principal alvo os líderes da organização. Foram cumpridas medidas cautelares em Rondônia, Paraná e Mato Grosso do Sul.
O trabalho foi fruto de meses de investigação minuciosa e contou com o apoio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESDEC), da Polícia Civil do Paraná (PCPR), da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul (PCMS), por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), além do suporte logístico do Corpo de Bombeiros Militar.
De acordo com as investigações, os criminosos estavam cada vez mais ousados, chegando a fazer ameaças diretas a agentes públicos e autoridades ligadas à segurança. Foi essa escalada de violência que acendeu o alerta e levou as forças de segurança a agir de forma rápida e coordenada para desarticular não só a linha de comando da facção, mas também sua estrutura financeira.
A Polícia Civil reforça que não tolera ameaças contra aqueles que trabalham na linha de frente do combate ao crime e que qualquer tentativa de intimidação será enfrentada com rigor. “O Estado não recua diante da criminalidade organizada”, destacou em nota.
A população também pode ser parceira nesse enfrentamento, contribuindo com informações que ajudem a combater o crime, de forma sigilosa, pelo Disque Denúncia 197.
O recado está dado: quem desafia a lei, enfrenta a força do Estado.
Por: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













