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Deputados de luxo: Brasil tem o Congresso mais caro entre as democracias ocidentais

Custo anual de um parlamentar ultrapassa R$ 3 milhões e supera gastos nos EUA, Alemanha, França e Reino Unido

O Brasil ostenta um dos Legislativos mais caros do mundo. Manter um parlamentar brasileiro custa, em média, R$ 3,2 milhões por ano aos cofres públicos, colocando o país no topo do ranking de despesas parlamentares entre as democracias ocidentais. O valor é mais que o triplo do custo de um congressista dos Estados Unidos e supera, com larga margem, o de países como Alemanha, França e Reino Unido.

O gasto considera uma combinação de salário, verbas de gabinete, auxílio-moradia, cota parlamentar e outros benefícios. Apenas o salário base de um deputado federal brasileiro é de R$ 46,3 mil por mês. A isso somam-se cerca de R$ 45 mil em cota parlamentar, R$ 125 mil em verba de gabinete e R$ 4,2 mil em auxílio-moradia, além de outras despesas indiretas.

No total, o custo mensal de cada parlamentar gira em torno de R$ 273 mil, sem contar benefícios menos visíveis ou indenizações eventuais. O modelo, considerado excessivamente generoso e pulverizado, contrasta com o de outras democracias, onde os gastos são mais controlados, centralizados e transparentes.

Especialistas apontam que o alto custo não se reflete em eficiência legislativa ou em produtividade institucional. Pelo contrário, a estrutura atual alimenta distorções, dificulta a fiscalização dos gastos e torna o Parlamento brasileiro uma das instituições públicas mais caras do país.

A disparidade com outras nações é vista com preocupação por analistas e por parte da sociedade civil. Enquanto parlamentos estrangeiros operam com regras mais rígidas sobre gastos com pessoal e assessoria, no Brasil o número de servidores por gabinete pode chegar a 25 assessores, o que encarece ainda mais a máquina pública sem, necessariamente, melhorar a qualidade da representação política.

O debate sobre o custo do Congresso ganha força em momentos de crise fiscal e desconfiança nas instituições. Para muitos, a discussão não é apenas sobre números, mas sobre prioridades e responsabilidade com o dinheiro público.

Texto: Daniela Castelo Branco/Com informações de Cláudio Gonçalves dos Santos

Foto: Divulgação

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