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Dólar oscila com tensão tarifária de Trump e retração da economia brasileira; Ibovespa recua

Mercado monitora cenário externo conturbado e aguarda resposta do governo Lula às medidas comerciais dos EUA.

O dólar iniciou a semana com leve oscilação frente ao real, em meio à crescente tensão comercial causada pelas novas ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Já o Ibovespa registrava queda, refletindo o aumento da aversão ao risco e os dados negativos da economia brasileira.

Por volta das 10h31 desta segunda-feira (14), o dólar à vista recuava 0,05%, sendo negociado a R$ 5,5568. No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,68%, aos 135.256,14 pontos.

As incertezas no ambiente externo ganharam força após Trump anunciar novas tarifas: 30% sobre produtos do México e da União Europeia, além da já anunciada taxa de 50% sobre exportações brasileiras. A escalada tarifária minou o otimismo de investidores, que esperavam a conclusão de acordos comerciais até 9 de julho, data estabelecida por Trump como limite para negociações.

Apesar do cenário tenso, analistas apontam que o movimento do presidente dos EUA pode fazer parte de uma estratégia de pressão. Em nota, o banco UBS avaliou que Trump pode estar elevando o tom para fortalecer sua posição nas mesas de negociação, com possibilidade de recuar caso o mercado reaja de forma negativa.

Mercado doméstico atento a Lula e dados econômicos

No Brasil, o foco dos investidores está na resposta que o governo Lula dará à medida norte-americana. O presidente afirmou que tentará negociar, mas adotará reciprocidade caso as conversas fracassem. Trump, por sua vez, disse na sexta-feira que pode dialogar com Lula “em algum momento”, mas que “agora não é o momento”.

Além disso, o Banco Central divulgou nesta manhã o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB. O indicador apontou a primeira retração de 2025, interrompendo quatro meses consecutivos de crescimento. O desempenho de maio ficou abaixo das expectativas e reforçou a cautela do mercado em relação à economia brasileira.

Outro ponto de atenção é o impasse sobre a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para esta terça-feira (15) uma audiência de conciliação entre o Executivo e o Congresso, na tentativa de evitar uma crise institucional em torno do tema.

Diante desse cenário carregado de incertezas, tanto no plano internacional quanto no doméstico, os investidores preferem manter posições defensivas, à espera de novos desdobramentos nas próximas semanas.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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