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Governo tenta adiar tarifaço de Trump e articula ofensiva diplomática com os EUA

Alckmin e chanceler Mauro Vieira discutem estratégia para mitigar impacto das taxas; adiamento virou principal aposta do Brasil.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reuniram na manhã desta quarta-feira (23) para discutir os impactos da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida, que entra em vigor no próximo dia 1º de agosto, ameaça exportações e preocupa o setor produtivo brasileiro.

O encontro teve como foco definir os próximos passos da ofensiva diplomática junto ao governo norte-americano. A estratégia brasileira, neste momento, está centrada em tentar postergar a aplicação da tarifa, já que uma reversão da decisão por parte de Trump é considerada improvável.

Nas últimas semanas, o governo Lula tem intensificado reuniões com empresários, senadores e diplomatas, na tentativa de construir uma resposta política e técnica ao tarifaço, que é visto como uma retaliação velada a decisões internas do Judiciário brasileiro e a críticas de Lula à política externa dos EUA.

Além das negociações diplomáticas, estados como São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro e Espírito Santo já anunciaram medidas locais para tentar atenuar os impactos das taxas sobre suas economias. O governo federal, por sua vez, ainda não oficializou um pacote de ações econômicas.

A escalada da tensão comercial adiciona um novo ingrediente ao já delicado cenário das relações entre Brasil e Estados Unidos, afetadas também pela recente revogação dos vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal pelo governo Trump.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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