Home / Politica / Gilmar Mendes chama Eduardo Bolsonaro de “covarde” e critica ataques ao STF

Gilmar Mendes chama Eduardo Bolsonaro de “covarde” e critica ataques ao STF

Decano do Supremo aponta sabotagem à democracia e diz que fuga do deputado é “ato de lesa-pátria”.

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), fez um discurso contundente nesta sexta-feira (1º) ao retomar os trabalhos da Corte no segundo semestre. Sem citar diretamente o nome de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), mas deixando clara a referência, o magistrado afirmou que o deputado “fugiu do país covardemente” para difamar o STF no exterior.

A fala ocorre em meio ao acirramento da crise política após os Estados Unidos aplicarem sanções ao ministro Alexandre de Moraes e elevarem tarifas contra produtos brasileiros. Gilmar classificou os ataques como uma “sabotagem orquestrada contra o povo brasileiro”.

Crítica direta e tom de alerta
Em seu pronunciamento, o decano ressaltou que os últimos dias foram marcados por uma escalada de agressões contra o Supremo e a soberania nacional.

“Os fatos recentes se revelam ainda mais graves, porque decorreram de uma ação orquestrada de sabotagem contra o povo brasileiro por parte de pessoas avessas à democracia, armadas com o mesmo radicalismo, desinformação e servilismo que vêm caracterizando sua conduta já há alguns anos,” afirmou.

Gilmar foi além, apontando que os ataques à Corte têm origem em setores inconformados com o resultado das últimas eleições presidenciais. “Entre eles, um deputado que, na linha de frente do entreguismo, fugiu do país para covardemente difundir aleivosias contra o Supremo Tribunal Federal, um verdadeiro ato de lesa-pátria,” disse, em referência a Eduardo Bolsonaro, que se encontra fora do país.

STF retoma trabalhos em meio à crise internacional
A sessão marcou a volta das atividades do Supremo após o recesso de julho. Três pautas estavam previstas para julgamento, mas o clima político e a repercussão das sanções americanas dominaram a abertura. Ministros reforçaram o compromisso com a defesa da Constituição e a independência do Judiciário diante das pressões externas e internas.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Correio Brasiliense

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *