Governo intensifica negociações com Ásia após tarifa de 50% dos EUA ameaçar setor.
A notícia caiu como um balde de água fria no agronegócio brasileiro: a carne bovina, um dos maiores orgulhos do país no mercado internacional, está na mira de uma tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos. Diante da ameaça de prejuízos bilionários, o governo corre contra o tempo para abrir novas portas e proteger um setor que sustenta milhares de empregos e movimenta a economia nacional.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, revelou que o Brasil está acelerando negociações com a Indonésia e o Vietnã para ampliar o envio da proteína animal, reduzindo o impacto das restrições americanas. Segundo ele, desde o início do governo Lula, tratativas já vinham ocorrendo, mas agora a urgência é maior do que nunca.
Além disso, há expectativa de que o Japão abra seu mercado à carne bovina brasileira em novembro, o que pode oferecer um fôlego extra ao setor. Enquanto isso, empresas como JBS e Marfrig, representadas pela Abiec, estimam perdas de até US$ 1 bilhão caso as tarifas permaneçam.
A estratégia do governo também inclui o redirecionamento de parte da produção ao mercado interno. A medida, além de reduzir o prejuízo das exportadoras, pode trazer algum alívio ao bolso do consumidor brasileiro, com queda no preço da carne.
Diante do cenário de pressão internacional, o Brasil aposta na diplomacia para que novos acordos abram caminhos onde os EUA fecharam portas e para que o churrasco brasileiro continue atravessando fronteiras.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













