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Prisão domiciliar de Bolsonaro pode acirrar tensão com os EUA e gerar novas sanções

Decisão do STF abre caminho para novas sanções que podem atingir ministros e aliados do governo

A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não para de gerar repercussões; e agora a tensão atravessa fronteiras. A decisão, que já movimenta o cenário político interno, pode abrir espaço para uma nova rodada de sanções dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras. O alerta vem do analista internacional da CNN, Lourival Sant’Anna, que enxerga um caminho de pressão crescente sobre Brasília.

Segundo ele, o episódio acende o sinal vermelho para a aplicação mais dura da Lei Magnitsky, usada pelos EUA para punir violações consideradas graves. Na prática, a primeira etapa já aconteceu: o congelamento de possíveis bens do ministro Alexandre de Moraes em solo americano. Mas Lourival alerta que o jogo pode ficar ainda mais pesado.

Entre as medidas que estariam na mesa, está a ampliação das sanções para outros ministros do STF que votaram a favor das medidas contra Bolsonaro. Além disso, integrantes do primeiro escalão do governo federal podem ter vistos cancelados — com exceção de Lula, Janja e do vice-presidente Geraldo Alckmin. As pressões podem ainda atingir instituições financeiras que mantenham relações com as autoridades brasileiras, comprometendo desde contas correntes até cartões de crédito.

O governo, por sua vez, tenta agir com cautela. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve abrir diálogo com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, em busca de algum alívio no cenário. Ainda assim, se houver novas reações duras do Brasil, os EUA podem até retirar a credencial da embaixadora brasileira em Washington.

Na semana passada, havia sinais de tentativa de separar questões comerciais da crise política, inclusive com exceções à tarifa de 50% para produtos brasileiros. Mas, como destaca Lourival, esse equilíbrio é frágil e pode mudar de uma hora para outra, dependendo dos próximos capítulos dessa disputa que agora é também internacional.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

Reportagem: CNN Brasil

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