Líder do PL assume responsabilidade para tentar evitar suspensão dos mandatos dos deputados que bloquearam Mesa Diretora.
Em meio à crescente tensão na Câmara dos Deputados, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), falou à CNN e deixou claro que foi ele quem comandou a ação dos aliados que, na noite de quarta-feira, obstruíram fisicamente o trajeto até a cadeira do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Tentando evitar punições para os demais parlamentares, Sóstenes assumiu a responsabilidade pelo movimento.
“Eles estavam sendo liderados por mim. Eu organizei tudo. Eu dei a ordem para o Zé Trovão ficar ali. Se Hugo for punir alguém, que seja eu”, declarou o deputado, demonstrando disposição para arcar com as consequências e preservar os demais envolvidos.
O PT já solicitou a suspensão dos mandatos de cinco deputados ligados ao episódio: Julia Zanatta (PL-SC), Marcel Van Hatten (Novo-RS), Zé Trovão (PL-SC), Paulo Bilynsky (PL-SP) e Marcos Pollon (PL-MS). Enquanto isso, fontes próximas a Hugo Motta indicam que ele avalia punições diferenciadas, levando em conta os desdobramentos da ação.
Sóstenes, por sua vez, criticou o presidente da Câmara, alegando que a entrada de Hugo no momento do bloqueio foi precipitada e que a situação poderia ter sido evitada se ele tivesse aguardado o término do acordo: “O maior erro ali foi do Hugo, que não deu tempo suficiente para todos saírem após o acordo. Ele entrou na hora errada e surpreendeu. Chegou antes do acordo ser comunicado. A punição seria injusta.”
Até o fechamento desta nota, a assessoria de Hugo Motta não havia se manifestado sobre o assunto.
A situação ainda promete desdobramentos, e o cenário político segue bastante tenso, com repercussões que podem impactar o funcionamento da Câmara e as negociações internas do governo.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação













