Presidente da Câmara destaca que não há previsão legal para exercício remoto do mandato parlamentar.
Em entrevista exclusiva à CNN, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tinha plena consciência dos riscos ao se mudar para os Estados Unidos, especialmente no que diz respeito à manutenção do mandato parlamentar. Segundo Motta, não existe previsão regimental para o exercício do mandato à distância.
“Não há previsão regimental do exercício de mandato à distância. Nós tivemos a única vez na história isso sendo permitido na época da pandemia porque os parlamentares não conseguiam vir a Brasília para o exercício parlamentar. Agora não temos esse caso de saúde pública que justificou aquilo naquela época”, explicou ao programa Bastidores.
“O deputado Eduardo, quando optou por ir aos Estados Unidos, sabia dos riscos que estava correndo, e ele foi para lá com um objetivo”, acrescentou o presidente da Câmara.
Motta também destacou que discorda de muitas atitudes e declarações feitas por Eduardo Bolsonaro enquanto está nos EUA, mas afirmou que o tratamento será isonômico: “Não tratarei o deputado Eduardo Bolsonaro diferente dos outros parlamentares, nem para privilegiar nem para prejudicar. Meu tratamento tem que ser igual.”
Por fim, o presidente da Câmara ressaltou que caberá aos deputados da Casa apresentar representações contra Eduardo Bolsonaro no Conselho de Ética, se assim desejarem, reforçando que a condução do caso seguirá os trâmites regimentais.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação
Reortagem: CNN Brasil













