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“Não tememos a investigação política”, afirma Gleisi sobre CPMI do INSS

Ministra desafia oposição e diz que comissão é desnecessária, mas está pronta para encarar a apuração no Congresso.

No calor do tabuleiro político em Brasília, a instalação da CPMI do INSS promete acender debates e trocar farpas no plenário. No centro dessa movimentação, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deixou claro que o governo está pronto para o embate: “Não tememos a investigação política”.

A comissão vai investigar denúncias de fraudes em aposentadorias e pensões, mas, para Gleisi, não há necessidade de abrir um novo inquérito parlamentar. Segundo ela, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União já vêm atuando no caso, com processos em andamento e resultados concretos: “Cerca de 70% das pessoas lesadas já tiveram ressarcimento dos descontos indevidos.”

Apesar da resistência política, Gleisi reconheceu que a criação da CPMI é prerrogativa do Congresso e assegurou que o Planalto vai colaborar. “Vamos acompanhar os trabalhos por meio de nossos líderes, fornecer todas as informações solicitadas e prestar os esclarecimentos necessários.”

A previsão é de que a CPMI seja instalada na próxima semana. No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) já escolheu o senador Omar Aziz (PSD-AM) para presidir o colegiado; o mesmo que ganhou destaque nacional à frente da CPI da Covid. Já na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) busca um relator com perfil de centro, capaz de blindar os trabalhos contra a polarização política que domina o Congresso.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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