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Ao lado de Lula, presidente da Colômbia defende legalização da cocaína

Petro provoca debate internacional ao propor mudança radical na política antidrogas durante encontro em Manaus.

Em meio ao coração da Amazônia, uma fala ousada ecoou com força e promete mexer com a política internacional. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, defendeu publicamente a legalização da cocaína durante um evento em Manaus, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta, feita em setembro de 2025, acendeu um debate que atravessa fronteiras e toca diretamente em questões como violência, meio ambiente e geopolítica.

Um discurso que mexe com a ordem mundial

Petro não poupou palavras ao relacionar a proibição da cocaína ao aumento do poder das organizações criminosas, à escalada da violência e ao desmatamento na Amazônia. Para ele, legalizar seria um caminho não apenas para enfraquecer as máfias, mas também para reduzir a destruição ambiental que acompanha o tráfico ilegal. Em sua fala, o presidente colombiano comparou a cocaína ao consumo de uísque e criticou as políticas proibitivas como ineficazes.

Apoios e críticas à proposta

A reação foi imediata e dividida. Entre apoiadores, a medida é vista como uma estratégia ousada capaz de desmontar redes criminosas e abrir uma nova perspectiva de preservação da floresta. Já os críticos apontam riscos sérios à saúde pública e possíveis impactos negativos na política internacional, especialmente diante da posição historicamente rígida dos Estados Unidos contra qualquer flexibilização do combate às drogas.

Uma agenda que pode redefinir a política de drogas

Essa não é a primeira vez que Petro levanta o tema, mas a defesa feita ao lado de Lula, durante a inauguração de um centro conjunto de inteligência policial em Manaus, deu ao discurso um peso ainda maior. A Colômbia, maior produtora de coca do mundo, coloca-se no centro de uma discussão que pode redefinir políticas antidrogas tradicionais e abrir espaço para soluções alternativas ao modelo de repressão adotado nas últimas décadas.

Reflexão

A fala de Gustavo Petro deixa claro que o debate sobre a legalização da cocaína está longe de ser apenas uma questão interna da Colômbia. É uma pauta que atinge diretamente o futuro da Amazônia, a segurança pública global e até as relações diplomáticas do continente. Mais do que polêmica, a proposta obriga o mundo a encarar uma pergunta incômoda: até que ponto insistir no modelo atual tem sido eficaz? A resposta pode redefinir não apenas fronteiras, mas também os rumos da história das políticas de drogas.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação

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