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Alckmin vê “boa química” entre Trump e Lula como sinal de avanço nas negociações do tarifaço

Vice-presidente destaca otimismo do governo e aposta no diálogo para reverter sobretaxa americana sobre produtos brasileiros.

O vice-presidente Geraldo Alckmin voltou a mostrar confiança no poder do diálogo como ponte para superar a crise aberta entre Brasil e Estados Unidos. Nesta quarta-feira (24), durante evento no BNDES, ele afirmou estar otimista com as negociações em torno do tarifaço de 50% imposto por Washington sobre produtos brasileiros e destacou que o rápido encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, pode ajudar a abrir caminhos.

Encontro relâmpago, efeitos duradouros


Na véspera, Trump revelou que conversou com Lula por cerca de 30 segundos em Nova York. Apesar da brevidade, descreveu o brasileiro como “uma pessoa muito boa” e confirmou que os dois devem voltar a se reunir na próxima semana. Para Alckmin, essa aproximação inesperada pode ser crucial. “A boa química entre as pessoas ajuda no fortalecimento das relações entre os países também. Estamos otimistas”, disse.

Do tarifaço às oportunidades de investimento


O tarifaço anunciado em agosto por Trump foi justificado como resposta ao que ele chamou de “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro no processo por tentativa de golpe de Estado. Embora parte dos produtos brasileiros tenha sido isentada da sobretaxa, o impacto segue pesado sobre setores estratégicos.

Ainda assim, Alckmin reforçou que o caminho brasileiro será o da diplomacia. “Sempre tem espaço para um diálogo sobre questões tarifárias, não tarifárias e muitas oportunidades de investimentos”, afirmou, reforçando que o objetivo do governo é desarmar a crise sem abrir mão da soberania nacional.

Entre a tensão e a esperança


O gesto de aproximação entre Trump e Lula pode representar mais do que um alívio momentâneo no cenário econômico: é também um sinal de que, mesmo em tempos de confrontos políticos e comerciais, a diplomacia pode construir pontes improváveis. Para o Brasil, a esperança é que essa “boa química” se traduza em soluções concretas que aliviem o bolso de quem produz e exporta e reforcem a imagem do país como parceiro confiável no tabuleiro internacional.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto: Divulgação/Brasil 247

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