Projeto visa criar comissão que avalie sanções aplicadas a brasileiros e empresas antes de sua execução.
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em conjunto com a Advocacia-Geral da União (AGU) e integrantes do Congresso Nacional, discutem a criação de uma “Lei anti-Magnitsky”. O objetivo é permitir que sanções internacionais sejam analisadas por uma comissão antes de atingirem cidadãos ou empresas brasileiras.
O que é a Lei Magnitsky
A Lei Magnitsky, originária dos Estados Unidos, permite a aplicação de sanções a indivíduos acusados de violar direitos humanos ou se envolver em corrupção. Apesar de ter caráter de combate a abusos, sua aplicação extraterritorial já afetou autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF.
Como funcionaria a comissão
O projeto prevê a criação de uma comissão composta por representantes dos três Poderes, da Procuradoria-Geral da República e da AGU. A função da comissão seria avaliar previamente as sanções internacionais antes que elas sejam aplicadas no país, garantindo análise jurídica e regulatória.
Impacto em instituições financeiras
A iniciativa também busca oferecer segurança jurídica às instituições financeiras, que podem ser pressionadas por sanções externas. A análise prévia da comissão permitiria que bancos e empresas cumprissem ou contestassem determinações estrangeiras com respaldo legal.
A proposta da “Lei anti-Magnitsky” ainda está em debate, mas representa uma tentativa do Judiciário brasileiro de criar mecanismos que permitam ao Brasil analisar e responder a sanções internacionais, preservando soberania e segurança jurídica sem descumprir normas internacionais.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Brasil 247













