Ministro do Turismo afirma que decisão é em prol do país e critica postura do União Brasil, que ameaça expulsá-lo da sigla.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, anunciou nesta quarta-feira (8) que decidiu permanecer no governo federal, apesar da pressão de seu partido, o União Brasil, para que deixe o cargo. “Pelo bem do turismo, pelo bem dos serviços que a gente vem fazendo em todo o país, mas especialmente pelo bem do povo do Pará, pela realização da COP30, eu vou permanecer no governo”, afirmou o ministro em conversa com jornalistas.
Conflito com o partido
A decisão de Sabino contraria a determinação do União Brasil, que deu prazo de 24 horas para que todos os filiados nomeados em cargos do governo federal deixassem seus postos. O partido alegou que o descumprimento da orientação configuraria ato de infidelidade partidária, passível de expulsão.
Em resposta, o ministro classificou o processo como “injusto” e afirmou que o partido tem tomado “decisões equivocadas”. Segundo ele, sua permanência se baseia no compromisso com o setor turístico e com o avanço de projetos estratégicos para o país.
Reunião decisiva
A Executiva Nacional do União Brasil deve se reunir ainda nesta quarta-feira para definir o futuro de Sabino na legenda. Caso o ministro seja expulso, a decisão poderá gerar novos desdobramentos políticos e tensionar a relação entre o partido e o Palácio do Planalto.
Mesmo sob risco de perder a filiação partidária, Celso Sabino reforçou que seguirá ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “A prioridade é o Brasil e o trabalho que estamos entregando. É isso que me move”, disse.
Com o anúncio, o ministro sinaliza fidelidade ao governo e busca preservar a estabilidade de sua pasta, que tem papel central na preparação do país para sediar a COP30, em 2025, na cidade de Belém (PA).
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/CNN
Reportagem: CNN Brasil













