Senadores calculam cerca de 30 votos contrários, número insuficiente para impedir a indicação de Jorge Messias feita por Lula.
A resistência da oposição à possível indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) parece ter perdido força. Nos bastidores do Senado, lideranças admitem que, mesmo com articulação política, não há votos suficientes para barrar o nome do atual advogado-geral da União, escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga aberta na Corte.
Contagem mostra cenário favorável a Messias
De acordo com o levantamento informal feito por senadores da direita, Messias enfrentaria no máximo 30 votos contrários: menos da metade do plenário. Ou seja, mesmo sem unanimidade, o apoio ao indicado tende a ser sólido o bastante para garantir sua aprovação.
Apesar de alguns parlamentares avaliarem que Rodrigo Pacheco (PSD-MG) teria maior facilidade de aprovação por reunir apoio mais amplo, o nome de Messias não deve enfrentar grandes obstáculos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nem no plenário.
Bastidores da indicação
Lula já teria batido o martelo em torno do nome de Jorge Messias, e o anúncio oficial deve ocorrer nos próximos dias. Antes disso, o presidente pretende conversar com o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente da CCJ e figura central na condução das sabatinas.
Embora Alcolumbre defenda a indicação de Pacheco, ele tem sinalizado que manterá postura neutra caso Messias seja o escolhido; não ajudará, mas também não atuará para impedir a aprovação.
O senador deve permanecer em Brasília durante o fim de semana, aguardando o encontro com Lula para ajustar os detalhes políticos da nomeação.
No tabuleiro do poder, a oposição reconhece o cenário: Messias chega ao STF com vento a favor. E, ao que tudo indica, a votação no Senado servirá mais para oficializar uma escolha já consolidada nos bastidores do Planalto.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Metrópoles













