Homens encapuzados invadiram residência na zona rural e abriram fogo contra as vítimas; adolescente de 15 anos está entre os mortos.
O silêncio de uma noite comum na zona rural de Candeias do Jamari foi rompido por uma sequência de tiros que espalhou medo e desespero entre os moradores da Vila Verde, na linha 21. O ataque, ocorrido na noite de domingo (26), terminou com duas pessoas mortas e uma ferida, em uma cena marcada pela brutalidade e pela sensação de impunidade que há tempos assombra comunidades do interior.
Homens mascarados surpreenderam as vítimas
De acordo com a Polícia Militar, os criminosos: dois homens encapuzados, invadiram uma residência e abriram fogo contra as pessoas que estavam no local. Uma das vítimas, o adolescente Dion Antonio de Souza, de apenas 15 anos, chegou a ser socorrido ao posto de saúde de Candeias do Jamari, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dentro da ambulância.
Ao chegarem à cena do crime, os policiais encontraram o corpo de João Vitor Linhares de Andrade dentro do banheiro da casa. Ele também foi atingido por vários disparos e morreu ainda no local.
Testemunha conseguiu escapar ferida
Durante o atendimento da ocorrência, os policiais localizaram um homem que conseguiu escapar correndo para uma área de mata, mesmo ferido. Ele contou que estava no quintal, assando carne e bebendo com os demais, quando os atiradores chegaram e começaram a disparar. O homem sofreu um corte no dedo, provocado por um tiro que atingiu o celular que segurava e relatou que o alvo dos criminosos seria Éden M. S.
Alvo do ataque tinha mandado de prisão
Éden também foi baleado e levado inicialmente ao posto de saúde do município, sendo depois transferido para o Hospital João Paulo II, em Porto Velho. No entanto, durante o atendimento, os profissionais identificaram que ele havia se apresentado com nome falso e que possuía um mandado de prisão em aberto. Após passar por cirurgia, o homem permaneceu internado sob custódia de policiais penais.
Perícia recolheu cápsulas de munição
A Perícia Técnica foi acionada e recolheu diversas cápsulas de munição no local dos homicídios. O caso será investigado pela Polícia Civil, que trabalha para identificar os autores e a motivação do crime.
Em meio às marcas de sangue e silêncio que ficaram na casa, restam as perguntas sem resposta e o lamento das famílias que perderam seus entes queridos. A violência que chegou à linha 21 não tirou apenas vidas, tirou também a paz de uma comunidade que, mais uma vez, amanheceu entre a dor e o medo.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/O observador













