Comissão busca transparência e responsabilização sobre comercialização de bebidas adulteradas em São Paulo.
A primeira reunião da CPI do Metanol na Câmara Municipal de São Paulo será realizada nesta terça-feira (28), às 13h, com a presença do delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, e do secretário municipal de Segurança Urbana, Orlando Morando. A comissão, presidida pela vereadora Zoe Martinez (PL-SP), vai investigar a venda de bebidas alcoólicas adulteradas e os impactos à saúde pública.
“Vivemos um momento tão preocupante, então vamos conduzir as reuniões chamando autoridades, convocar comerciantes, pois queremos trazer transparência para as pessoas e ajudar nas investigações. O objetivo é chegar aos criminosos que colocam bebidas adulteradas nas ruas, colocando o lucro acima da vida humana”, afirmou Martinez.
Estrutura e composição da CPI
A comissão foi aprovada em 8 de outubro, terá duração de 120 dias e é composta por sete membros: Zoe Martinez (presidente), Ely Teruel (vice-presidente, MDB-SP), Sandra Santana (relatora, MDB-SP), Adrilles Jorge (União-SP), Celso Giannazi (PSOL-SP), Hélio Rodrigues (PT-SP) e Sargento Nantes (PP-SP).
A investigação deve abranger bares, restaurantes, casas noturnas, adegas e locais similares, ouvindo todas as vítimas que consumiram bebidas contaminadas por metanol. O objetivo é verificar se os estabelecimentos possuem notas fiscais de entrada e saída que comprovem a procedência regular das bebidas.
Casos e impactos no estado
Segundo dados do Ministério da Saúde, até a última sexta-feira (24), o país registrou 58 casos confirmados de intoxicação por metanol. São Paulo concentra o maior número de notificações, com 44 casos confirmados, 14 em investigação e 9 mortes.
A CPI do Metanol chega em um momento crítico, com o objetivo de assegurar justiça para as vítimas, identificar responsáveis e fortalecer a segurança no comércio de bebidas alcoólicas, trazendo maior proteção à saúde pública.
Texto: Danieela Castelo Branco
Foto: Estévão Limana/CNN













