Bilynskyj cobra convocação de ministros após apoio federal não ter sido concedido em ação estadual no Rio de Janeiro.
Sinto a angústia de quem vê o Estado vacilar quando mais se precisa de presença firme. É com esse peso que acompanho o chamado do deputado Paulo Bilynskyj (PL‑SP) para que o ministro Ricardo Lewandowski explique, com transparência e urgência por que o Governo Luiz Inácio Lula da Silva negou apoio federal à operação da segurança pública no Rio de Janeiro.
Logo após a recente ofensiva policial, que deixou quatro agentes mortos e diversos criminosos presos, Bilynskyj qualificou como “omissão grave” a falta de resposta da União ao pedido formal feito pelo governador Cláudio Castro.
Pressão do Congresso e convocação ministerial
Na Câmara, o deputado solicitou a convocação de Lewandowski e também do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, para esclarecer por que não foram disponibilizadas tropas federais ou blindados estaduais à ação.
Ele argumenta que o sistema de segurança pública exige coordenação: quando um Estado clama por auxílio, a União tem dever de responder; sobretudo diante de facções armadas dominando territórios com drones, fuzis e barricadas.
Implicações e a relevância para o Brasil
O episódio expõe uma falha preocupante: se o Estado: federal ou estadual, não atua em conjunto, o vazio de autoridade cresce, e quem sofre é a sociedade. A recusa alegada pelo governo federal não é apenas burocrática, é simbólica: demonstra como o pacto federativo em segurança pública pode se romper.
Nesse contexto, Bilynskyj afirma que o Rio “pediu socorro” e o governo “virou as costas”. Esse tipo de declaração reverbera profundo descontentamento e alerta para o risco de o crime organizado avançar ainda mais dentro das lacunas deixadas pelo Estado.
O momento de agir com urgência
Hoje, mais do que nunca, as instituições e poderes públicos precisam responder com clareza, responsabilidade e empatia, à angústia de milhares de cidadãos que aguardam proteção. A convocação dos ministros não é para espetáculo: é para prestar contas, para restabelecer confiança e para assumir que a integridade da segurança nacional passa por cooperação real.
Que essa etapa seja, então, luz sobre o que esperamos de um Estado que protege, que responde e que não falha diante do crime.
No fim, fica a pergunta que ecoa entre as ruas do Rio e por todo o Brasil: quando o pedido de ajuda vem, guardaremos silêncio ou construiremos ação? Esse é o momento de escolher qual papel queremos: espectadores ou protagonistas na defesa da ordem, da justiça e da vida.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados













