Presidente americano afirmou à CBS que acredita no fim próximo do regime chavista, mas desconversou sobre possível intervenção dos EUA.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (2) que acredita que “os dias de Nicolás Maduro como presidente da Venezuela estão contados”, mas evitou confirmar se há planos de uma ação militar americana contra o país vizinho. A declaração foi feita durante entrevista ao programa “60 Minutes”, da emissora CBS, e reacende as especulações sobre os rumos da política norte-americana em relação ao regime chavista.
“Eu diria que sim. Acho que sim”, respondeu Trump, ao ser questionado se acredita que o governo Maduro está próximo do fim. No entanto, quando pressionado sobre a possibilidade de operações militares, preferiu manter o mistério: “Não estou dizendo que é verdade ou mentira. Não vou dizer o que vou fazer com a Venezuela, se vou fazer ou não”, afirmou o presidente.
EUA reforçam presença militar na região
A fala de Trump ocorre em meio a um aumento das tensões diplomáticas e à intensificação da presença militar americana próxima à costa venezuelana. Nas últimas semanas, os Estados Unidos vêm realizando ataques contra embarcações ligadas ao narcotráfico em águas internacionais, o que alimentou rumores sobre uma possível ofensiva no Caribe.
Apesar disso, o próprio presidente minimizou as chances de um conflito direto. “Duvido. Não acho que vá acontecer”, disse ele mais cedo, ao ser questionado sobre o risco de uma guerra com a Venezuela.
Pressão política e diplomática sobre o regime chavista
Desde o início de seu governo, Trump tem sido um dos principais críticos do regime de Maduro, a quem acusa de violar direitos humanos e promover um Estado autoritário. Os Estados Unidos mantêm sanções econômicas severas contra Caracas e apoiam a oposição venezuelana, que tenta retomar espaço político após anos de repressão.
A entrevista, repostada pelo perfil oficial da Casa Branca no X (antigo Twitter), foi vista por analistas internacionais como uma mensagem direta a Maduro e às Forças Armadas venezuelanas, num momento em que o país enfrenta novo ciclo de instabilidade e escassez.
A declaração de Trump resgata o tom de pressão diplomática e imprevisibilidade que marcou sua política externa durante o primeiro mandato. Ao afirmar que o tempo de Maduro “está acabando”, mas sem revelar seus próximos passos, o presidente americano parece apostar novamente em sua estratégia favorita: manter o mundo em alerta e os adversários, em dúvida.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Reuters-Getty Images













