Técnico destaca solidez defensiva como base para a Copa de 2026 e projeta ajustes finais no elenco
Às vésperas de mais um amistoso, Carlo Ancelotti deixou no ar uma reflexão que atravessa gerações: para o Brasil voltar a levantar a taça, talvez seja preciso revisitar a essência do Tetra. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (14), o treinador reforçou que a defesa será o alicerce da Seleção na caminhada rumo à Copa de 2026.
O técnico, que comandará o penúltimo jogo do ano neste sábado (15), contra Senegal, no Emirates Stadium, em Londres, afirmou que a última conquista mundial brasileira sempre serve como lembrança tática do que funciona dentro de campo.
Defesa como ponto de partida
“Defender é fundamental”, resumiu Ancelotti ao recordar a equipe campeã em 1994. Para ele, o sistema com dois volantes, a compactação defensiva e a liberdade concedida a Romário e Bebeto para decidir são elementos que podem inspirar o time atual.
O treinador também deu sinais sobre possíveis mudanças estruturais, especialmente nas laterais: posições que ainda geram dúvidas na comissão técnica. Não por acaso, Éder Militão pode ser testado na lateral-direita no amistoso contra os senegaleses. Outra definição do setor defensivo é a presença de Ederson como titular no gol.
Convocação para a Copa ainda tem disputas abertas
Com a Copa do Mundo a apenas seis meses de distância, Ancelotti reconhece que o quebra-cabeça da convocação final ainda não está completo. “A ideia que eu tenho é bastante clara, mas faltam algumas posições”, disse. Ele reforçou que lesões, variações físicas e o desempenho individual até a reta final podem alterar escolhas.
O treinador afirmou que a competição interna entre os jogadores segue alta e que o corpo técnico observará cada detalhe “até o último dia”. Para ele, a qualidade do elenco torna a seleção dos 26 convocados uma tarefa difícil e ao mesmo tempo promissora.
Amistosos seguem como laboratório
Assim como nos duelos anteriores, a partida contra Senegal será usada para testar alternativas e buscar soluções em regiões consideradas mais frágeis do time. Ancelotti quer aproveitar cada minuto antes da Copa para ajustar a equipe e moldar a estrutura tática que acredita ser capaz de recolocar o Brasil no topo, com disciplina defensiva, organização e talento para decidir.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/CBF













