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Alckmin diz que meta é zerar tarifas e vê com otimismo nova reunião entre Lula e Trump

Vice-presidente afirma que tarifaço já caiu de 50% para 22% e defende avanço nas negociações industriais.

Em um cenário global marcado por disputas comerciais e tensões geopolíticas, qualquer sinal de distensão entre grandes parceiros econômicos ganha peso estratégico. Foi nesse tom que o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, falou nesta terça-feira (3) sobre a expectativa para um novo encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Alckmin afirmou que o ambiente para o diálogo é positivo e destacou que a intenção do governo brasileiro vai além de reduzir impactos. O objetivo, segundo ele, é eliminar completamente as tarifas impostas a produtos brasileiros. “Já caiu bem o tarifaço. Mas a ideia é zerar. Não há razão para ter um tarifaço”, afirmou.

Tarifaço já foi reduzido, mas governo quer mais

O vice-presidente detalhou que, no auge das restrições, cerca de 37% das exportações brasileiras para os Estados Unidos sofreram sobretaxas que chegaram a 50%. Com o avanço das negociações, esse percentual vem caindo de forma gradual.

“Reduziu para 36%, para 34%, para 33%. Hoje está em 22%”, explicou Alckmin, ressaltando que, apesar da melhora significativa, o governo considera que ainda há espaço para avançar e corrigir distorções na relação comercial entre os dois países.

Foco agora é indústria e produtos agrícolas

Segundo Alckmin, o novo encontro entre Lula e Trump deve concentrar esforços em setores que ainda enfrentam tarifas elevadas, especialmente a indústria, que segue com taxação de 50%, além de alguns produtos agrícolas.

Ele destacou que áreas importantes já foram contempladas nas rodadas anteriores de negociação. “Já avançou bastante. Nós já tivemos aí toda a área de carnes, avião, suco de laranja, fruta, café. Já muita coisa saiu”, afirmou.

Relação Brasil–EUA no centro da agenda

Para o vice-presidente, o momento é de aprofundar o diálogo e reposicionar a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos em bases mais equilibradas. A expectativa é que o encontro entre os líderes ajude a destravar setores estratégicos e reduzir custos que impactam diretamente a competitividade da produção nacional.

No fundo, a discussão sobre tarifas vai além de números e percentuais. Ela toca o cotidiano de quem produz, exporta e depende do comércio exterior para gerar empregos e crescimento. Ao defender o fim do tarifaço, o governo sinaliza que aposta no diálogo como caminho para transformar disputas comerciais em oportunidades, reforçando que, em um mundo cada vez mais interdependente, cooperação ainda pode falar mais alto do que barreiras.

Texto: Daniela Castelo Branco

Foto; Cadu Gomes/VPR

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