Governador reafirma que não disputará o Senado em 2026, indica possível sucessor e afirma que quem não aderir ao novo projeto poderá se arrepender.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, afirmou que sua recente filiação ao PSD marca o início de um novo ciclo político no estado e deixou um recado direto a aliados e lideranças que ainda observam o movimento à distância. Segundo ele, quem optar por não aderir ao projeto partidário agora poderá se arrepender mais adiante, diante do fortalecimento que a legenda pretende construir para as eleições de 2026.
Em entrevista ao podcast Resenha Política, Rocha também descartou de forma categórica qualquer possibilidade de disputar uma vaga ao Senado no próximo pleito. Mesmo aparecendo bem posicionado em pesquisas eleitorais, o governador garantiu que permanecerá no cargo até o fim do mandato, em janeiro de 2027.
Compromisso com o mandato e críticas ao jogo político
Durante a conversa, Marcos Rocha afirmou que não trabalha com blefes políticos e criticou interpretações que, segundo ele, distorcem suas decisões. O governador destacou que sua permanência no Executivo estadual é uma questão de compromisso com a população e com os projetos em andamento.
Ele também fez ressalvas ao ambiente político, apontando que parte das análises se concentra mais em especulações eleitorais do que em propostas concretas para o desenvolvimento do estado.
Filiação ao PSD e articulações para 2026
A entrada no PSD, após deixar o União Brasil, foi apresentada como uma decisão estratégica, alinhada a lideranças nacionais e a um projeto que, segundo Rocha, busca reunir nomes comprometidos com uma gestão responsável e voltada ao futuro de Rondônia.
Nesse contexto, o governador citou o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, como um nome que reúne características para dar continuidade à atual gestão. Rocha destacou a postura de humildade e o reconhecimento dos avanços já alcançados como fatores determinantes para uma possível sucessão.
“Quem não entrar no barco vai se arrepender”
Ao comentar o novo momento partidário, Marcos Rocha foi direto ao afirmar que o PSD pretende se consolidar como uma das principais forças políticas do estado. A declaração de que “quem não entrar no nosso barco depois vai se arrepender” foi interpretada como um alerta a lideranças que ainda avaliam o cenário eleitoral.
O governador também ressaltou o protagonismo da primeira-dama, Luana Rocha, apontando sua influência política e capacidade de mobilização como um diferencial dentro do projeto que está sendo construído.
Temas sensíveis e gestão pública
A entrevista abordou ainda temas sensíveis da administração estadual, como saúde pública, concessões de serviços e o contrato de pedágio da BR-364. Rocha rebateu críticas, defendeu ações já implementadas e afirmou que avanços significativos foram registrados, especialmente na redução de filas por cirurgias eletivas.
Ele também admitiu a possibilidade de aquisição de um hospital pelo Estado, desde que o valor seja compatível com o mercado e represente benefício direto à população.
Política, escolhas e o tempo das decisões
Ao falar sobre rupturas políticas e divergências internas, o governador adotou um tom conciliador, afirmando respeitar o direito de cada liderança seguir seu próprio caminho. Para Rocha, o atual cenário exige clareza de posicionamento e decisões firmes.
Mais do que uma mudança de partido, a movimentação sinaliza um redesenho das forças políticas em Rondônia. Em um ambiente marcado por antecipações eleitorais, o governador aposta no tempo, na fidelidade ao mandato e na construção de um projeto que, segundo ele, só fará sentido para quem decidir embarcar no momento certo.
Texto: Daniela Castelo Branco
Foto: Divulgação/Rondônia Dinâmica













